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Após nove dias de velório, corpo de Chávez segue para museu em bairro pobre de Caracas

Chávez morreu no dia 5 de março em decorrência de complicações de uma cirurgia para o tratamento de um câncer na região pélvica

Internacional|Do R7, com agências internacionais

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Simpatizante chavista segura flor em homenagem ao líder venezuelano do lado de fora da Academia Militar
Simpatizante chavista segura flor em homenagem ao líder venezuelano do lado de fora da Academia Militar

O corpo do presidente venezuelano Hugo Chávez, que morreu no dia 5 de março após lutar dois anos contra um câncer, deixou nesta sexta-feira (15) a Academia Militar de Caracas, onde foi velado por nove dias, para ser levado ao Museu da Revolução, localizado em um bairro central e popular de Caracas.

A cerimônia começou pouco depois das 11h30 locais (13h em Brasília), com transmissão para todo o país por cadeia nacional de rádio e televisão.


Familiares, militares e autoridades políticas ouviram o hino nacional, a apresentação de uma orquestra de jovens e uma oração católica. O presidente do Legislativo, Diosdado Cabello, e a filha do mandatário, María Gabriela Chávez, também discursaram. O presidente interino do país, Nicolás Maduro, e o mandatário boliviano, Evo Morales, estavam presentes ao ato.

Em seguida, às 13h06 locais (14h36 em Brasília), o caixão com o corpo do líder venezuelano deixou a Academia Militar e ganhou as ruas da capital. Milhares de venezuelanos se concentraram desde cedo ao redor do local para acompanhar o cortejo.


O caixão será levado por 18 km até o Museu da Revolução, que fica no Quarta da Montanha, encrustado no bairro 23 de Enero, um dos mais pobres de Caracas.

No local, centenas de simpatizantes do chavismo aguardam a chegada do caixão, segundo informou a AVN (Agência Venezolana de Notícias). Os chavistas repetem a frase “Chávez vive, a luta segue”.


Desde o último dia 6, o caixão do governante ficou exposto na Academia Militar de Caracas para que centenas de milhares de pessoas lhe dessem o último adeus, o que aconteceu até cerca das 2h30 de hoje (4h de Brasília), quando o acesso ao público foi definitivamente fechado.

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No Paseo de Los Próceres, próximo à Academia, foram montadas arquibancadas que, desde cedo, se encheram.

A comitiva com o caixão passará pelo meio dessa avenida diante das arquibancadas, como ocorre habitualmente com os desfiles militares na capital venezuelana.

Mais tarde, percorrerá a estrada até entrar no popular bairro de 23 de Janeiro, por onde entrará até o Quartel da Montanha, onde Chávez montou seu posto de comando durante o fracassado golpe de Estado de 1992 — contra o então presidente Carlos Andrés Pérez — e onde seus restos repousarão temporariamente a partir de agora.

Como na sexta-feira passada, hoje é feriado em Caracas e nos dois Estados vizinhos à capital, o que inclui a suspensão de classes e também o fechamento de bancos.

Várias ruas da cidade, como a que leva ao aeroporto internacional de Maiquetía, estão fechadas desde as 6h locais (7h30).

Destino do corpo

O governo da Venezuela anunciou que o Quartel da Montanha será a morada final de Chávez, mas não confirmou ainda se o corpo será enterrado ou embalsamado para ser exibido em público.

Na quarta-feira (15), o presidente em exercício, Nicolás Maduro, afirmou que vai ser "bastante difícil" que o corpo do falecido presidente Hugo Chávez seja embalsamado porque os preparativos deveriam ter começado antes.

Maduro indicou que cientistas russos e alemães chegaram ao país para o processo de embalsamamento, mas que "vai ser bastante difícil que isso ocorra”.

— Os preparativos já deviam ter começado e a decisão deveria ter sido tomada muito antes.

Após a morte de Chávez, Maduro assumiu o comando de governo e convocou eleições gerais, marcadas para o dia 14 de abril.

Ele vai enfrentar o opositor Henrique Capriles, governador do Estado Miranda (o maior do país), que perdeu para Chávez nas eleições de outubro passado.

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