Após vitória nas eleições, Le Pen pede dissolução da Assembleia na França
Internacional|Do R7
(Atualiza com declarações do primeiro-ministro francês). Paris, 25 mai (EFE).- A presidente da Frente Nacional (FN), Marine le Pen, afirmou que a vitória de seu partido nas eleições europeias mostra que os franceses "não querem continuar sendo dirigidos de fora", em alusão direta às instituições europeias, e pediu a convocação de eleições. Em uma breve declaração após o anúncio das primeiras estimativas dos resultados que dão à FN cerca de 25% dos votos, Le Pen exigiu ao presidente francês, François Hollande, que dissolva a Assembleia Nacional e convoque eleições legislativas. "O presidente da República deve tomar as medidas que se impõem para que a Assembleia volte a ser nacional, representativa do povo, e capaz de realizar a política de independência que o povo escolheu", declarou. Le Pen insistiu que "o povo soberano falou forte e claro" para dizer "que queria assumir as rédeas de seu destino" e que seja aplicada "a política dos franceses, para os franceses, com os franceses". "Não querem continuar sendo dirigidos de fora, submeter-se a leis que não votou e obedecer a comissários que não se submeteram ao sufrágio universal", acrescentou. A presidente da FN assegurou que o de hoje é "o primeiro passo" do que intui ser "uma longa marcha pela liberdade", que permitirá aos franceses "recuperar sua soberania, libertar-se das ataduras da austeridade e restabelecer sua identidade maltratada". A partir das estimativas que pela primeira vez em eleições de âmbito estatal situam seu partido como o mais votado do país, Le Pen comentou que "os franceses conferiram à FN a formidável responsabilidade de aplicar a aposta que manifestaram com seu voto" "É uma imensa honra", assegurou a dirigente antes de mostrar-se convencida que "saberemos ser dignos dessa missão". Por sua vez, o primeiro-ministro francês, Manuel Valls, disse que a vitória da ultradireitista FN é "um terremoto" e que as instituições europeias, e os governos, devem responder "muito rápido" para fazer todo o possível pelo crescimento e o emprego. Valls, em uma declaração aos franceses marcada pela emoção que deixava transluzir em sua voz, reconheceu que há "uma crise de confiança" e anunciou que vai continuar com as reformas que iniciou desde que, há oito semanas, chegou ao posto de chefe do governo.O primeiro-ministro socialista também culpou por esse estado de coisas as instâncias europeias: "Há anos se considera que a Europa está distante demais e afastada demais de nossas preocupações cotidianas. A Europa decepcionou, é um fato", concluiu. EFE ac/rsd








