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Argentina fecha acordo com Brasil para usar delações da Lava Jato

Fonte da Reuters considera que informações "vão se somar" à ampla investigação de corrupção envolvendo empresários da e autoridades

Internacional|Do R7 com Reuters

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Pessoas ligadas aos governos Kirchner foram presas
Pessoas ligadas aos governos Kirchner foram presas

A Procuradoria Geral da Argentina fechou nesta sexta-feira um acordo com sua contraparte brasileira para obter depoimentos de delações no âmbito da operação Lava Jato, disse uma fonte da procuradoria à Reuters.

"A informação dada em delações vai ser uma informação muito útil, será a ponta do novelo", disse a fonte da procuradoria, sob condição de anonimato.


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A fonte considera que as informações das testemunhas brasileiras "vão se somar" à ampla investigação do caso de corrupção envolvendo empresários da construção e autoridades de governos anteriores, que veio à tona nesta semana a partir do surgimento de cadernos com supostos detalhes de pagamentos de subornos.

A descoberta dos cadernos gerou uma série de prisões de ex-funicionários e pessoas ligadas aos governos de Néstor Kirchner (2003-2007, falecido em 2010) e Cristina Kirchner (2007-2015) na última quarta-feira (1).

Após 51 operações simultâneas de busca e apreensão em pelo menos 34 imóveis, 13 pessoas foram presas até agora. Entre elas estava Oscar Centeno, motorista do ex-funcionario kirchnerista Roberto Baratta, que atuava com o então ministro do Planejamento, Julio De Vido. Centeno aceitou colaborar com a Justiça, dizendo-se arrependido para o juiz Claudio Bonadio. Ele também teria admitido ser o autor do conteúdo dos cadernos. 

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