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Ataque contra igreja na Nigéria deixa 11 mortos e 30 feridos

Agressão foi feita no estado de Kaduna

Internacional|Do R7

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Pelo menos onze pessoas morreram e outras trinta ficaram feridas, neste domingo (25), em um ataque perpetrado com um carro-bomba contra uma igreja de um quartel da Forças Armadas da Nigéria no estado de Kaduna.

Esses dados foram divulgados pelo porta-voz do exército nigeriano, brigadeiro-general Bolaji Koleoso, em comunicado.


Anteriormente, fontes do Hospital Militar, situado na cidade de Jaji, cerca de 35 quilômetros da capital de Kaduna, tinham informado sobre cinco mortos no atentado.

Koleoso disse que na verdade foram dois ataques suicidas cometidos contra a Igreja Militar Protestante de Saint Andrews.


Segundo o porta-voz, um ônibus com explosivos bateu contra a igreja cinco minutos depois que terminou a missa, enquanto dez minutos mais tarde um automóvel estacionado fora da paróquia também explodiu.

Previamente, testemunhas citadas pelo jornal local "Daily Truste" tinham assegurado que uma pequena bomba foi havia sido detonada antes que um suicida batesse seu veículo com explosivos contra a igreja.


A maioria das vítimas são membros do coro da igreja, já que o atentado aconteceu quando os presentes no local tinham começado a ir embora.

Koleoso acrescentou que foi aberta uma investigação para averiguar como os terroristas conseguiram entrar no quartel militar e perpetrar os atentados.


Além disso, as autoridades isolaram as vias de entrada e saída do quartel após o ataque, o último desse tipo que acontece em Kaduna desde que um suicida promoveu um atentado em 28 de outubro contra uma Igreja Católica e matasse oito pessoas.

Embora ninguém tenha assumido a autoria do atentado, a seita radical islâmica Boko Haram tinha sido responsável por ações passadas similares.

O ataque ocorreu um dia após ser divulgado que o exército da Nigéria ofereceu 290 milhões de nairas (cerca de US$ 1,8 milhões) de recompensa por informação que conduza à captura de 19 dirigentes do Boko Haram, incluindo o líder do grupo, Abubakar Shekau.

Boko Haram, cujo nome significa "a educação não islâmica é pecado", luta por impor a lei islâmica no país, de maioria muçulmana no norte e predominância cristã no sul.

O grupo radical assassinou mais de 3 mil pessoas em ataques cometidos desde 2009, segundo afirmou no início deste mês o chefe do exército da Nigéria, Azubuike Ihejirika.

Até então, o número de referência era o da ONG pró-direitos humanos HRW (Human Rights Watch), que falava de mais de 1.500 desde 2009, quando o Boko Haram iniciou uma sangrenta campanha pela morte de seu líder, Mohammed Yousef, assassinado pela polícia.

Mas HRW, da mesma forma que a AI (Anistia Internacional) e outras organizações internacionais de defesa dos direitos humanos, também denunciaram vários abusos por parte das Forças de Segurança da Nigéria.

Com cerca de 170 milhões de habitantes integrados em mais de 200 grupos tribais, a Nigéria, país mais povoado da África, sofre múltiplas tensões por suas profundas diferenças políticas, religiosas e territoriais.

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