Ataque de supostos radicais islâmicos mata 24 no norte da Nigéria
Internacional|Do R7
Lagos, 1 set (EFE).- Pelo menos 24 pessoas morreram e outras 36 estão desaparecidas devido a um ataque armado realizado por supostos membros do grupo radical islâmico Boko Haram no estado de Borno, no norte da Nigéria. O jornal local "Thisday" informou neste domingo que os civis, que ajudavam a Força de Ação Conjunta (JTF, na sigla em inglês) do exército da Nigéria, foram atacados na noite de sexta-feira perto da cidade de Monguno, a cerca de 160 quilômetros da capital de Borno, Maiduguri. Segundo o jornal nigeriano, "os jovens 'atentos' (como são conhecidos estes grupos de apoio do exército) eram mais de 100, e estavam em uma missão para capturar alguns terroristas do Boko Haram em seus acampamentos" na região quando sofreram uma emboscada. Embora a JTF tenha advertido estes grupos de "atentos" para que não entrem em missões deste tipo sem apoio militar por seu elevado risco, os jovens ficaram esperando o reforço em vão até que decidiram ir por conta própria. Os fundamentalistas - ainda segundo a versão do jornal - "estavam disfarçados de militares, com veículos caracterizados, e por isso fizeram os jovens acreditar que os acampamentos do Boko Haram já tinham sido atacados". Quando os "atentos" se aproximaram dos postos dos radicais, "os terroristas abriram fogo" e mataram 24 deles. Desde 16 de maio, a Nigéria realiza uma ofensiva antiterrorista nos estados de Yobe, Borno e Adamawa, no nordeste do país (todos eles sob estado de emergência), após um aumento da atividade criminosa nessa região, onde opera o Boko Haram. O grupo, cujo nome significa em línguas locais "a educação não-islâmica é pecado", luta para impor a Lei Islâmica ("sharia") no país africano, de maioria muçulmana no norte e predominantemente cristã no sul. Desde 2009, quando a polícia matou o líder do Boko Haram, Mohammed Yousef, os radicais mantêm uma sangrenta campanha que causou mais de 3.000 mortes, segundo números do exército nigeriano. EFE da/id











