Atentado contra candidato deixa em suspenso eleições na Armênia
Internacional|Do R7
Yerevan, 1 fev (EFE).- O atentado contra o candidato à presidência da Armênia Paruir Airikian, que foi operado nesta sexta-feira com sucesso apos ser baleado no início da madrugada de hoje, deixou em suspenso a realização das eleições do dia 18 de fevereiro, pois em casos como este a Constituição permite seu adiamento. O político opositor, de 63 anos, foi internado em um hospital de Yerevan após ser baleado por um desconhecido nas imediações de sua casa. "A operação terminou. Os médicos disseram que tudo saiu bem", disse aos jornalistas a filha do líder da coalizão opositora Autodeterminação Nacional e um dos oito candidatos à presidência. Os médicos declararam que a vida de Airikian, conhecido dissidente da época soviética, não corre perigo. Segundo sua filha, Nare, os vizinhos do candidato disseram que viram o indivíduo que praticou o ataque, "um homem de jaqueta negra que usava boné". O chefe da polícia da Armênia, Vladimir Gasparian, disse à imprensa que o indivíduo efetuou dois disparos, um dos quais atingiu o candidato presidencial. Nare Airikian afirmou aos jornalistas que seu pai "não tinha recebido nenhum tipo de ameaça". "O atentado neste importante período eleitoral não pode ter outra motivação que não seja política", declarou o chefe do gabinete da presidência, Viguen Sarkisian, que visitou a candidato ferido no hospital. O presidente do Parlamento, Ovik Abramian, não descartou a possibilidade das eleições serem adiadas. O político lembrou que a Constituição afirma que as eleições presidenciais podem ser adiadas em duas semanas caso um dos candidatos fique impedido de continuar a campanha eleitoral. No entanto, a Comissão Eleitoral Central informou que a decisão de adiar a votação só pode ser adotada por iniciativa do candidato que não está em condições de continuar a campanha. Além disso, a Constituição armênia estipula que em caso de impedimento definitivo de um dos candidatos, devem ser convocados novas eleições presidenciais, que devem ser realizadas em um prazo de 40 dias a partir do cumprimento do adiamento inicial de duas semanas. Todas as pesquisas indicam que o atual presidente armênio e candidato à reeleição, Serge Sargsián, vencerá já no primeiro turno. Airikian, que passou anos em prisões da extinta União Soviética, é um veterano de lutas políticas e é a quarta vez que se candidata a presidente. Airikian, no entanto, tem apenas cerca de 1% das intenções de voto. EFE at-bsi/dk








