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Atentado em Mogadíscio, na Somália, deixa pelo menos 7 mortos

Internacional|Do R7

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Mogadíscio, 18 mar (EFE).- Pelo menos sete pessoas morreram em um atentado com carro-bomba perpetrado nas proximidades do palácio presidencial de Mogadíscio, na Somália, que aparentemente tinha como alvo um veículo do governo que transportava militares. Aparentemente, as vítimas são passageiros de um microônibus e pessoas que se encontravam em comércios próximos ao carro que explodiu, segundo a "Rádio Bar-Kulan", emissora promovida pela Missão de União Africana na Somália (AMISOM). Os mortos são todos civis e, entre os feridos, estão três soldados das forças de segurança somali, disse à Agência Efe o policial Mohammed Dahir, sem precisar o número de pessoas feridas no ataque, ocorrido em um local próximo a um restaurante. A milícia radical islâmica Al Shabab, que no ano passado anunciou sua adesão formal à rede terrorista Al Qaeda, reivindicou o atentado em um site próximo dos fundamentalistas. O representante especial da ONU para a Somália, Augustine Mahiga, condenou o ataque "completamente inaceitável". "A Somália deu grandes passos no caminho do progresso e da estabilização, e este ataque covarde só reforçará a determinação do povo somali para perseverar" nessa direção, acrescentou Mahiga em comunicado. Após a retirada de Mogadíscio da milícia radical islâmica Al Shabab em agosto de 2011, a capital viveu diversos ataques suicidas ou com carro-bomba. Apesar dos avanços conquistados no ano passado no terreno político, com a eleição de um Parlamento, um presidente e um primeiro-ministro que pôs um fim no Executivo de transição, a Somália se encontra ainda imersa em um conflito armado. Nele, as tropas da AMISOM, o Exército somali, as Forças Armadas etíopes e várias milícias governistas combatem contra a Al Shabab, a milícia radical dominante desde 2006 que luta para instaurar um Estado islâmico de corte wahhabista na Somália. Embora as tropas aliadas arrebataram no final do setembro o maior bastião da Al Shabab, na cidade litorânea de Kismayo, os radicais ainda controlam boa parte do centro e o sul da Somália, onde o Governo ainda não conseguiu impor sua autoridade. A Somália vive em um estado de guerra civil e caos desde 1991, quando foi derrubado o ditador Mohammed Siad Barre, o que deixou o país sem um Governo medianamente efetivo e em mãos de milícias radicais islâmicas, senhores da guerra e bandas de delinquentes. EFE ia/ff

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