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Ban lamenta "horrores" na Síria e pede fim da guerra

Internacional|Do R7

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Por Sylvia Westall

KUWEIT, 30 Jan (Reuters) - Denunciando "horrores impiedosos" na guerra civil da Síria, o secretário-geral da Organização das Nações Unidas (ONU), Ban Ki-moon, fez na quarta-feira um apelo pelo fim da violência e por mais assistência para resolver uma situação que ele disse ser catastrófica e se agravar a cada dia.

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"Quantas pessoas a mais serão mortas se a atual situação continuar?", disse Ban, dirigindo-se a uma conferência de doadores humanitários no Kuweit.

"Apelo a todos os lados e particularmente ao governo sírio... em nome da humanidade, para que interrompa a matança, interrompa a violência." A ONU estima que mais de 60 mil pessoas já foram mortas na Síria em 22 meses de conflito.

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Um funcionário do Conselho de Cooperação do Golfo, que reúne seis países árabes, disse que até as 12h (hora local) a conferência havia arrecadado 1 bilhão de dólares. Arábia Saudita, Kuweit e Emirados Árabes Unidos prometeram 300 milhões cada.

Na segunda-feira, a ONU alertou que, sem verbas adicionais, não será capaz de fornecer alimentos, abrigos e outros suprimentos a quase 5 milhões de sírios que precisam de assistência dentro e fora do seu país. A ONU diz que sua meta é arrecadar 1,5 bilhão de dólares em doações.

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O rei Abdullah, da Jordânia, disse na reunião que centenas de milhares de sírios já se refugiaram em seu país, onde a capacidade de ajudar está chegando ao limite. "Chegamos ao fim da linha, esgotamos nossos recursos", disse ele.

A chefe de assuntos humanitários da ONU, Valerie Amos, disse que a agricultura síria está em crise, que hospitais e ambulâncias foram danificados, e que até os analgésicos estão em falta.

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O inverno rigoroso complicou a situação, e as pessoas estão sem roupas adequadas, cobertores e combustíveis, sendo que mulheres e crianças estão particularmente sob risco, disse ela. "Estamos assistindo a uma tragédia humanitária se desenrolar diante dos nossos olhos", acrescentou .

A conferência buscava compromissos de 1 bilhão de dólares de ajuda para os vizinhos da Síria que receberam cerca de 700 mil refugiados nos últimos meses, e 500 milhões para financiar atividades humanitárias para os 4 milhões de sírios que passam necessidade dentro do seu próprio país.

A verba financiaria as operações apenas do primeiro semestre. Até agora, a ONU havia recebido ofertas cobrindo apenas 18 por cento da meta, definida no mês passado, quando houve uma forte escalada da crise humanitária síria.

Os compromissos assumidos na quarta-feira pelos países árabes são uma boa notícia, mas grupos assistenciais já observaram no passado que nem sempre as promessas se traduzem em dinheiro vivo.

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