Logo R7.com
RecordPlus

Banco de desenvolvimento dos Brics pode ser primeira grande arma do grupo

Não faltarão candidatos para acessar o capital da futura instituição financeira

Internacional|Fábio Cervone, colunista do R7

  • Google News

O grupo dos principais países emergentes Brics (Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul) anunciou na última terça-feira (26) o avanço na criação de um banco de desenvolvimento comum — medida que, apesar de ter um fundo econômico, possui enorme peso político e pode servir como a primeira grande "arma" do grupo.

Hoje, os bancos nacionais, regionais ou multilaterais de desenvolvimento, como o BNDES (Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social) ou o Banco Mundial, são instituições cada vez mais relevantes na condução das negociações internacionais. No caso dos Brics, a ideia é que os cinco membros contribuam para uma nova instituição financeira de atuação global, que deve se configurar como o principal item de barganha para garantir seus interesses em esfera mundial.


Como o bloco não possui uma união comercial, já que cada um dos cinco países tem autonomia e ambições distintas, seu mercado não é um fator direto de influência que atraia outras nações para a esfera de ação conjunta dos Brics. Por isso, o banco de desenvolvimento que está sendo criado deve se transformar no principal espaço de manifestação dos interesses do grupo. Essa instituição poderá se tornar rapidamente uma alternativa às instituições já existentes que atualmente são conduzidas pelas potências tradicionais, como EUA, Japão e União Europeia.

Brics rejeitam acusações de serem "novos imperialistas" na África


Brics se reúnem em clima mais complicado para emergentes

Investimento estrangeiro nos Brics triplica, diz Unctad


O novo banco deve ser dotado de um capital inicial de R$ 100 bilhões (50 bilhões de dólares), ou seja, 20 bilhões por país. A cifra ainda é pequena se comparada à relevância dos Brics, que representa um quarto do PIB e reúne 43% da população do planeta.

O BNDES, por exemplo, tem à disposição mais de 300 bilhões de dólares para investimentos. Por meio deste fundo, o Brasil está ajudando muitas nações latino-americanas com projetos de infraestrutura, como o metrô de Caracas e a construção de rodovias na Bolívia. Esses países, em troca, oferecem acordos comerciais ou facilidades contratuais para as empresas brasileiras.


Mas mesmo incipiente e ainda com poucos recursos, não faltarão candidatos para acessar o capital do futuro banco do Brics. Certos disso, Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul correm para viabilizar o projeto e fazer deste a principal arma de seus interesses. 

O que acontece no mundo passa por aqui

Moda, esportes, política, TV: as notícias mais quentes do dia

Últimas


Utilizamos cookies e tecnologia para aprimorar sua experiência de navegação de acordo com oAviso de Privacidade.