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Como estão a Al-Qaeda e o Afeganistão 15 anos após a morte de Osama bin Laden

Atentados de 11 de setembro de 2001 transformaram o status do grupo terrorista de uma rede clandestina regional a ameaça global

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Al-Qaeda segue ativa, mesmo após a morte de Osama bin Laden.
  • O grupo esteve por trás de diversos ataques terroristas no mundo, incluindo o 11 de Setembro, em 2001.
  • Enquanto isso, o Afeganistão voltou ao controle do Talibã após a saída de tropas americanas do país.
  • Em fevereiro de 2026, Afeganistão e Paquistão entraram em guerra. Em março, um cessar-fogo foi anunciado.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Sulaiman Abu Ghaith era considerado um dos porta-vozes da Al-Qaeda Reprodução de vídeo/Youtube/CBC Egypt

Quinze anos após a morte de Osama bin Laden, o grupo terrorista Al-Qaeda segue ativo, ainda que com uma estrutura e capacidade de atuação muito diferentes daquelas do início dos anos 2000.

Ao mesmo tempo, o Afeganistão voltou a ocupar o centro das atenções internacionais sob o regime do Talibã, em meio a tensões regionais.


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Como está a Al-Qaeda hoje?

A Al-Qaeda surgiu no fim da década de 1980, a partir de redes de combatentes reunidos durante a guerra contra a ocupação soviética no Afeganistão.

Com o fim do conflito, essas redes não desapareceram. Pelo contrário, parte delas foi reorganizada sob uma nova lógica, mais ideológica e internacionalizada, dando origem ao núcleo da Al-Qaeda sob a liderança de Bin Laden.


Nos anos seguintes, o grupo passou a estruturar uma agenda voltada contra a presença dos Estados Unidos e de seus aliados em países de maioria muçulmana. Essa escalada culminou nos atentados de 11 de setembro de 2001, que provocaram mais de 2.000 mortes e mudaram profundamente a política mundial de segurança. A partir desse momento, a Al-Qaeda também deixou de ser apenas uma rede regional e passou a ser tratada como uma ameaça global e terrorista.

A resposta internacional foi imediata. EUA lideraram a invasão do Afeganistão no mesmo ano, com o objetivo de derrubar o regime do Talibã, que controlava o país e havia abrigado a liderança da Al-Qaeda, e desmantelar suas bases operacionais. Nos anos seguintes, a pressão militar e de inteligência levou à dispersão dos principais líderes do grupo, que passaram a se esconder em áreas remotas da fronteira entre Afeganistão e Paquistão.


A morte de Osama bin Laden, em 2011, durante uma operação militar americana no Paquistão, representou um ponto de mudança. O evento foi amplamente interpretado como o golpe mais significativo contra a liderança central da organização. Sem sua figura fundadora e principal articulador, a Al-Qaeda perdeu coesão e capacidade de coordenação global.

Apesar disso, o grupo não deixou de existir. Em vez de uma extinção completa, o que ocorreu foi um processo de fragmentação. A Al-Qaeda passou a operar de forma mais descentralizada, com células e afiliados atuando de maneira autônoma em diferentes regiões, especialmente na África, no Oriente Médio e no sul da Ásia. Essa transformação reduziu sua capacidade de realizar grandes operações coordenadas como as do início dos anos 2000, mas manteve sua influência ideológica e presença em conflitos locais.


Hoje, especialistas descrevem a Al-Qaeda como uma rede difusa, menos hierarquizada e mais dependente de alianças regionais. Em alguns casos, grupos associados adotam agendas próprias, ainda que mantenham vínculos simbólicos com a marca original. Esse modelo tornou a organização mais difícil de ser completamente desmantelada, ao mesmo tempo em que diminuiu seu poder central de decisão.

O governo dos EUA, por sua vez, aponta que o atual líder da Al-Qaeda é Saif al-Adel, um ex-coronel do exército egípcio.

E o Afeganistão?

O Afeganistão passou por novas mudanças políticas profundas nos últimos anos. Após a saída das tropas americanas do país em 2021, o Talibã retomou o poder e restabeleceu um regime baseado em uma interpretação rígida da lei islâmica. Desde então, o país enfrenta isolamento internacional e crise econômica.

Em fevereiro de 2026, o cenário regional voltou a se deteriorar com o início de uma guerra entre o Afeganistão e o Paquistão após meses de tensões e confrontos na fronteira.

O Paquistão, por sua vez, acusa o Talibã de oferecer cobertura a terroristas em ataques contra seu território, o que foi negado pelo Afeganistão.

Em março, os dois países anunciaram um cessar-fogo a pedido da Arábia Saudita, Catar e Turquia. Mais de 300 pessoas morreram no conflito.

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