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Preço do petróleo cairia ‘se houvesse um acordo duradouro’ entre EUA e Irã, diz Ineep

Incertezas sobre reabertura do estreito de Ormuz têm afetado o mercado de petróleo

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Tensões geopolíticas no estreito de Ormuz estão causando instabilidades no mercado de petróleo.
  • Os preços do petróleo Brent chegaram a US$ 126 por barril, mas fecharam em US$ 113.
  • Diretora do Instituto de Estudos Estratégicos sugere que um acordo duradouro poderia reduzir gradualmente os preços.
  • Ênfase na autossuficiência e diversificação de importações como medidas para proteger a economia de futuras instabilidades.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

As incertezas sobre o fim do conflito no Oriente Médio e a reabertura do estreito de Ormuz têm afetado o mercado de petróleo. Na manhã da última quinta-feira (30), os preços do petróleo Brent dispararam mais de 7%, atingindo US$ 126 (cerca de R$ 625, na cotação atual), o maior valor desde 2022. Apesar da alta, a cotação caiu cerca de 3,5% ao longo do dia, fechando em US$ 113 (R$ 562).

Em entrevista ao Jornal da Record News, Ticiana Alvares, diretora-executiva do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), afirma que, apesar da expectativa de que o cenário não tenha uma resolução no médio prazo, qualquer acordo poderia estabilizar gradualmente esses preços.


Vista aérea mostra pequeno campo de extração de petróleo com três bombas mecânicas (cavalos-de-bombeio) cercadas por grades metálicas. Equipamentos estão sobre área de solo claro próxima a estrada asfaltada. Há galpão grande e contêiner laranja ao lado da via. Em volta, extensos campos verdes e floresta com árvores de folhas outonais.
Situação no Oriente Médio gerou preocupações quanto à estabilidade econômica global futura Reprodução/Record News

“Se houvesse um acordo duradouro, que nós entendêssemos como um acordo de fato duradouro, o preço iria cair, mas ele não iria cair ao patamar anterior de uma hora para outra. Ele iria caindo, digamos assim, porque, mesmo que o estreito fosse reaberto, tu não repõe as reservas e o comércio global de uma hora para outra”, pontua.

As oscilações do petróleo ocorreram após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre a manutenção do bloqueio naval nos portos iranianos. Em resposta às tensões no Oriente Médio e à interrupção das rotas comerciais pelo trecho, as bolsas europeias e americanas fecharam em alta.


Segundo a executiva, tanto agora quanto antes da pandemia de Covid-19, as cadeias globais de valor têm um limite. “A maior forma de se proteger contra instabilidades como essa geopolítica realmente é reduzir as distâncias dessas cadeias. Então, é pensar em termos de internalização da produção de bens e estúvios estratégicos ou de cadeias regionais de valor”, diz.

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A situação no Oriente Médio gerou preocupações internacionais quanto à estabilidade econômica futura. Ticiana também destaca alternativas estratégicas necessárias frente à dependência mundial dessas rotas.


“A melhor forma de se proteger é de fato tornar-se autossuficiente na produção de bens e insumos estratégicos, internalizando a produção desses bens e insumos. É claro, quando não é possível internalizar a produção, a diversificação da origem das importações também é uma medida importante”, finaliza.

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