Preço do petróleo cairia ‘se houvesse um acordo duradouro’ entre EUA e Irã, diz Ineep
Incertezas sobre reabertura do estreito de Ormuz têm afetado o mercado de petróleo
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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As incertezas sobre o fim do conflito no Oriente Médio e a reabertura do estreito de Ormuz têm afetado o mercado de petróleo. Na manhã da última quinta-feira (30), os preços do petróleo Brent dispararam mais de 7%, atingindo US$ 126 (cerca de R$ 625, na cotação atual), o maior valor desde 2022. Apesar da alta, a cotação caiu cerca de 3,5% ao longo do dia, fechando em US$ 113 (R$ 562).
Em entrevista ao Jornal da Record News, Ticiana Alvares, diretora-executiva do Ineep (Instituto de Estudos Estratégicos de Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis), afirma que, apesar da expectativa de que o cenário não tenha uma resolução no médio prazo, qualquer acordo poderia estabilizar gradualmente esses preços.

“Se houvesse um acordo duradouro, que nós entendêssemos como um acordo de fato duradouro, o preço iria cair, mas ele não iria cair ao patamar anterior de uma hora para outra. Ele iria caindo, digamos assim, porque, mesmo que o estreito fosse reaberto, tu não repõe as reservas e o comércio global de uma hora para outra”, pontua.
As oscilações do petróleo ocorreram após declarações do presidente americano, Donald Trump, sobre a manutenção do bloqueio naval nos portos iranianos. Em resposta às tensões no Oriente Médio e à interrupção das rotas comerciais pelo trecho, as bolsas europeias e americanas fecharam em alta.
Segundo a executiva, tanto agora quanto antes da pandemia de Covid-19, as cadeias globais de valor têm um limite. “A maior forma de se proteger contra instabilidades como essa geopolítica realmente é reduzir as distâncias dessas cadeias. Então, é pensar em termos de internalização da produção de bens e estúvios estratégicos ou de cadeias regionais de valor”, diz.
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A situação no Oriente Médio gerou preocupações internacionais quanto à estabilidade econômica futura. Ticiana também destaca alternativas estratégicas necessárias frente à dependência mundial dessas rotas.
“A melhor forma de se proteger é de fato tornar-se autossuficiente na produção de bens e insumos estratégicos, internalizando a produção desses bens e insumos. É claro, quando não é possível internalizar a produção, a diversificação da origem das importações também é uma medida importante”, finaliza.
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