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Bloqueio de Ormuz aumenta risco de desnutrição infantil em países vulneráveis

‘Quem está na conta final não abaixa os preços para manter suas margens de lucro’, avalia especialista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O bloqueio no estreito de Ormuz pode ter um impacto duradouro em economias vulneráveis, afetando sistemas alimentares e de transporte.
  • Apesar da reabertura da passagem marítima e queda no preço do petróleo, custos de combustível, gás e fertilizantes continuam a impactar a produção agrícola e orçamentos familiares.
  • Cerca de 61 economias estão vulneráveis às repercussões do conflito em Ormuz, com previsão de aumento de 5% nos preços dos alimentos e riscos de desnutrição infantil.
  • Especialistas afirmam que, mesmo com a redução no preço do petróleo, a inflação interna nos países afetados persiste, pois vendedores mantêm preços elevados para preservar margens de lucro.

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A agência das Nações Unidas para o Comércio e Desenvolvimento alertou que o bloqueio no estreito de Ormuz pode ter um impacto duradouro em economias vulneráveis. Segundo o relatório apresentado, os sistemas alimentares e de transporte provavelmente levarão mais tempo para se recuperar do que os mercados de energia.

Por mais que tenha havido uma reabertura da passagem marítima e uma queda acentuada no preço do petróleo, a agência afirmou que o aumento nos custos de combustível, gás e fertilizantes pode continuar a impactar a produção agrícola, os custos de transporte e orçamentos familiares.


O relatório apontou que cerca de 61 economias estarão vulneráveis às repercussões do conflito em Ormuz, e que poderá haver um aumento de 5% nos preços dos alimentos e uma elevação significativa dos riscos de desnutrição infantil.

Em entrevista ao Conexão Record News, o professor de relações internacionais Vitelio Brustolin explicou que, no fim das contas, embora o preço do petróleo tenha caído, a inflação interna nos países que recebiam gás, combustível e fertilizantes perdura por um tempo maior do que o esperado.


Quem está na conta final e vende para o consumidor não abaixa o preço de uma hora para outra. Eles tendem a mantê-los mais altos para manter suas margens de lucros”, enfatizou.

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