Bo Xilai rejeita acusações de apropriação de dinheiro público
Internacional|Do R7
Jinan (China), 24 ago (EFE).- No terceiro dia de seu julgamento no Tribunal Intermediário de Jinan, no lesta da China, o ex-dirigente político Bo Xilai rejeitou neste sábado as acusações de que ele teria se apropriado de US$ 800 mil em verbas públicas, uma quantia que seria usada em um projeto confidencial na cidade de Dalian, onde o acusado foi prefeito. Em declarações no tribunal, as quais foram divulgadas pela própria corte em sua página na Weibo (espécie de Twitter chinês), Bo rejeitou as acusações apresentadas no testemunho de Wang Zhenggang, diretor do Departamento de Planejamento Urbana de Dalian. A acusação, por sua vez, alega que o ex-dirigente chinês se apropriou do dinheiro público para custear a educação de seu filho mais novo, Bo Guagua, quem frequentou a exclusiva escola privada britânica Harrow. Após passar os primeiros anos universitários em Harvard, o filho de Bo estuda atualmente na Universidade de Columbia, em Nova York. Além de negar tal acusação, o ex-líder político chinês ressaltou que esses custos eram pagos com o dinheiro de sua esposa, Gu Kailai, que, antes de ser condenada a morte (que deve ser comutada por prisão perpétua) no último ano, atuava como advogada. "Gu testemunhou que seu escritório de advogados tinha cinco filiais, sua situação econômica era muito boa. Gu também me disse que Guagua era um estudante excepcional e tinha conseguido bolsas de estudos", declarou o ex-secretário-geral do Partido Comunista em Chongqing, no centro da China. Bo também falou sobre seu filho mais velho, Li Wangzhi, fruto de seu primeiro casamento, para lembrar que "ele também estudou no exterior (...)". O julgamento de Bo por desvio de verba pública, suborno e abuso de poder entrou neste sábado em seu terceiro dia, depois que nas duas jornadas anteriores a justiça se concentrasse nas acusações subornos, nas quais o ex-líder chinês teria recebido US$ 3,5 milhões dos empresários Tang Xiaolin e Xu Ming. Bo acusou ontem sua esposa de "estar louca" depois que esta, em um depoimento gravado previamente e apresentado no tribunal, lhe acusasse de saber que Xu Ming tinha custeado um chalé no sudeste da França que ela comprou, assim como diversas viagens e outras prebendas para o filho do casal, Bo Guagua. Uma vez concluído o julgamento, ainda sem uma data exata para ser encerrado, espera-se que o veredicto e a sentença sejam anunciados já nos dias posteriores. EFE pav-mv/fk












