Boko Haram sequestra 20 pessoas em ônibus e mata 12 em Camarões
Desde o ano 2009 mais de sete mil civis morreram nos ataques da milícia terrorista
Internacional|Do R7

O grupo terrorista nigeriano Boko Haram sequestrou pelo menos 20 pessoas que viajavam em um ônibus no norte do vizinho Camarões, e assassinou pelo menos 12 dos passageiros nesta terça-feira (10), segundo informações da imprensa local.
Fontes de segurança citadas pelo jornal The News Nigéria disseram que milicianos do grupo islamita radical sequestraram os passageiros de um ônibus que fazia a rota entre duas cidades muito próximas à fronteira nigeriana no domingo passado.
Após assassinar 12 pessoas, os terroristas libertaram os outros passageiros.
Até o início do ano, o Boko Haram tinha limitado seus atentados à Nigéria, especialmente nos estados de Borno, Adamawa e Yobe, no norte, mas desde janeiro começou uma nova campanha de ataques nos vizinhos Camarões, Chade e Níger.
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A União Africana decidiu em sua última assembleia criar uma força regional de 7.500 soldados para combater o avanço do grupo jihadista, e o Chade já enviou centenas de soldados para o norte de Camarões e Nigéria.
Em resposta ao desdobramento de tropas nigerianas, camaronesas e chadianas, o líder de Boko Haram, Abubakar Shekau, publicou na segunda-feira (9) um vídeo no YouTube apontando a inutilidade da força regional.
—Sua aliança não conseguirá nada. Juntem todas suas armas e nos enfrente. Damos as boas-vindas. Mandaram sete mil soldados? Por que não 70 milhões? Só sete mil? Por Alá que isso é pouco. Podemos enfrentar eles um por um.
Por enquanto, as tropas chadianas retomaram do Boko Haram pelo menos a cidade nigeriana de Gamboru, onde mataram 250 supostos membros da seita radical, após dois dias de combates na fronteira entre Nigéria e Camarões.
Em represália, o Boko Haram intensificou suas incursões em Camarões, e na última delas degolou e assassinou pelo menos 100 civis na cidade de Fotokol, na fronteira com a Nigéria.
Segundo a Human Rights Watch, desde 2009 mais de sete mil civis morreram nos ataques da milícia terrorista.











