‘Muito grave para a economia’, diz especialista sobre mais um bloqueio de rota no Oriente Médio
Ameaça dos Houthis de fechar também o estreito de Bab el-Mandeb pode ter consequências mais graves
Internacional|Do R7, com RECORD NEWS
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O conflito entre os Estados Unidos e o Irã tem gerado preocupações para a economia global. Em entrevista ao Jornal da Record News desta segunda-feira (20), o professor José Luiz Niemeyer, do Ibmec Rio de Janeiro, explicou que o fechamento do estreito de Ormuz já havia impactado o comércio internacional.
“Nós temos mais ou menos 30% derrubado do comércio de produtos que passavam por ali, principalmente petróleo e gás. Isso impacta este estreito de Bab el-Mandeb tanto na oferta de petróleo da Arábia Saudita, como também no petróleo iraniano que é ofertado pelo estreito de Ormuz. Então é muito grave para a economia internacional”, afirma.

Agora, com a ameaça dos Houthis de fechar também o estreito de Bab el-Mandeb em resposta aos ataques americanos à infraestrutura iraniana, as consequências podem ser mais graves. Com cerca de 30% do comércio mundial passando por essas rotas marítimas, principalmente de petróleo e gás, qualquer interrupção pode ter efeitos prejudiciais na oferta desses recursos.
Além disso, bases militares americanas no Oriente Médio têm sido alvo frequente dos ataques iranianos. A destruição dessas infraestruturas afeta diretamente a capacidade operacional dos Estados Unidos na região. “Essa questão das bases norte-americanas sendo atacadas é muito grave, porque é caro para os Estados Unidos e porque mexe com a moral das tropas norte-americanas e, principalmente, com a moral da sociedade norte-americana em época de eleição”, disse.
Apesar do aumento das tensões, Niemeyer acredita que a Arábia Saudita não deve se envolver diretamente no conflito contra o Irã devido às complexidades diplomáticas envolvidas. “Não vejo a Arábia Saudita neste conflito. [...] Ela não vai entrar nesse conflito porque ela fica muito exposta ao próprio Irã. [...] Então não acredito que a Arábia Saudita vá fazer mais do que ela já faz, que é tentar combater os Houthis no Iêmen. Nada mais do que isso”, finaliza.
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