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Governo Trump pede ao Senado dos EUA mais US$ 67 bilhões para guerra contra o Irã

Secretário de Guerra americano afirma que conflito no Oriente Médio já custou o equivalente a R$ 190,3 bilhões

Internacional|Do Estadão Conteúdo

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • O secretário de Guerra dos EUA, Pete Hegseth, solicitou ao Senado um suplemento de US$ 67 bilhões para o ano fiscal de 2026.
  • O pedido inclui US$ 2 bilhões para equipamentos danificados e US$ 1,5 bilhão para déficits de combustível.
  • A guerra contra o Irã já custou US$ 37,5 bilhões aos cofres americanos.
  • A Câmara aprovou uma resolução limitando a capacidade de Trump de conduzir ofensivas contra o Irã.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Pete Hegseth
Pete Hegseth, secretário de Guerra dos EUA, participou de audiência no Senado Eric Lee/Reuters - 21.07.2026

O secretário de Guerra dos Estados Unidos, Pete Hegseth, pediu nesta terça-feira (21) que o Senado americano aprove um suplemento de US$ 67 bilhões (cerca de R$ 340 bilhões) para o departamento no ano fiscal de 2026.

Em testemunho no Senado, Hegseth ressaltou que o valor suplementar não substitui o orçamento de US$ 1,5 trilhão (equivalente a R$ 7,6 trilhões). “O Pentágono precisa de fundos urgentemente”, enfatizou ele sobre a guerra contra o Irã. O secretário ainda solicitou US$ 2 bilhões (cerca de R$ 10,2 bilhões) para equipamentos perdidos ou danificados em combate e US$ 1,5 bilhão (equivalente a R$ 7,6 bilhões) para déficits críticos de combustível para missões.

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Segundo ele, até o momento, a guerra contra o Irã custou US$ 37,5 bilhões (equivalente a R$ 190,3 bilhões) aos cofres americanos.

Alguns manifestantes interromperam as observações iniciais de Hegseth e foram removidos pela Polícia do Capitólio. O secretário fez uma pausa quatro vezes para que os manifestantes fossem retirados da sala.

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A Câmara recentemente aprovou uma resolução de poderes de guerra, limitando a capacidade de Donald Trump de conduzir as ofensivas contra o Irã, com alguns republicanos se juntando aos democratas para aprovar a medida, mas nenhuma resolução foi aprovada por ambas as câmaras para ser enviada à mesa do presidente.

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EUA afirmam que Irã está “desesperado” para negociar

Autoridades dos Estados Unidos afirmaram nesta terça que o Irã está “desesperado” para se reunir com Washington e negociar o fim da guerra, em meio a um recrudescimento das tensões no estreito de Ormuz, onde alertou que, se continuar atacando navios comerciais, “retaliará com uma força dez vezes maior”.

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Em declarações antes de se reunir com seu homólogo do Líbano, Joseph Aoun, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou que os iranianos “querem se reunir a qualquer custo”. “E, enquanto não estiverem preparados para uma reunião significativa, nem sequer nos interessa”, enfatizou ele sobre os contatos com Teerã em meio à escalada militar na região, onde o Exército dos Estados Unidos lançou ataques por dez noites consecutivas.

Trump ameaçou com novos ataques contra o Irã, visando instalações nucleares que, segundo o presidente norte-americano, Teerã pretende reconstruir. “Eles estão envolvidos nisso por causa das armas nucleares e estão tentando, possivelmente, reconstruir uma instalação. Atacaremos essa instalação”, afirmou.

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“Para que nem sequer pensem em armas nucleares, atacaremos com muita, muita força”, disse ele, para ressaltar que os Estados Unidos infligiram graves danos ao país e que “levarão entre 20 e 25 anos para se recuperar” dessa ofensiva, que ele classificou como um “grande sucesso” do Exército norte-americano. “Se partíssemos amanhã, teríamos obtido um grande, um grande sucesso. Mas não vamos embora amanhã”, afirmou ele sobre a continuação da guerra.

Da mesma forma, sobre o bloqueio do perímetro reimposto pela Marinha dos Estados Unidos em Ormuz, o chefe da Casa Branca destacou que o “bloqueio está em andamento”. “É total, ou seja, ninguém pode passar. Ninguém consegue atravessar o bloqueio. É como um muro de aço”, enfatizou.

Durante as declarações no Salão Oval, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, insistiu que a República Islâmica tem “todas as oportunidades para negociar e demonstrar que está agindo de forma razoável em relação ao estreito de Ormuz”, embora tenha alertado que Washington intensificará os ataques se o Irã continuar com o impasse nessa rota marítima estratégica.

“Se eles atirarem contra um navio mercante, então vamos atacá-los, como disse o presidente, dez vezes mais forte, e a cada noite estamos enfraquecendo-os cada vez mais”, afirmou ele diante dos jornalistas.

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