Internacional Bolívia comemora 2º voo de avião-tanque para combater incêndios

Bolívia comemora 2º voo de avião-tanque para combater incêndios

Aeronave concentrou os trabalhos em Taperas, na San José de Chiquitos e Ipías, área de transição entre a Amazônia e o Chaco

Boeing 747 Supertanker é o maior do tipo no mundo

Boeing 747 Supertanker é o maior do tipo no mundo

Juan Carlos Torrejón/ EFE - 23.8.2019

O governo da Bolívia classificou neste sábado (24) como bem-sucedido o segundo voo do avião-tanque Boeing 747 Supertanker, o maior do tipo no mundo, como parte da operação para combater os incêndios que já devastaram mais de 700 mil hectares de floresta na planície de Chiquitania.

O ministro da Presidência, Juan Ramón Quintana, explicou que a aeronave concentrou os trabalhos nas localidades de Taperas, na San José de Chiquitos e Ipías, no departamento de San Cruz, em área de transição entre a Amazônia e o Chaco.

"Vimos que o avião conseguiu descarregar com uma proeza admirável. Praticamente, foi uma chuva cenográfica jogada sobre a região que está queimando. Foi uma segunda operação bem-sucedida", disse Quintana, em entrevista à emissora pública "Bolívia TV".

Após a passagem da aeronave, os bombeiros entraram nas áreas, com o objetivo de terminar o controle das chamas, conforme detalhou o ministro da Presidência.

Quintana explicou que o Supertanker seguiria a atuação deste sábado na reserva florestal de Tucavaca, próximo a fronteira com o Paraguai.

Ontem, o presidente da Bolívia, Evo Morales, pediu uma reunião dos chanceleres dos países que fazem parte da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) para debater profundamente como enfrentar os incêndios que assolam a floresta desde a semana passada e ajudar a preservá-la.

O último relatório do governo boliviano sobre os incêndios, realizado na quinta-feira passada, informa que pelo menos 1.817 famílias e mais de 700 mil hectares foram afetados pelos incêndios na região de Chiquitania, um dos polos turísticos da Bolívia onde estão as missões jesuíticas, patrimônio da Unesco. EFE