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Bolívia repudia declarações do senador brasileiro Ricardo Ferraço

Internacional|Do R7

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La Paz, 30 ago (EFE).- O Senado boliviano repudiou nesta sexta-feira as manifestações do senador brasileiro Ricardo Ferraço (PMDB-ES), que disse na quinta-feira que a Bolívia é uma "ditadura disfarçada". A câmera alta, na qual o partido do presidente Evo Morales conta com maioria, expressou seu "repúdio às declarações" de Ferraço, que se referiu "de forma pejorativa à forma democrática que vive a Bolívia, com alusões ofensivas", afirma o documento divulgado hoje. "As declarações de Ricardo Ferraço contra a democracia boliviana são inutilmente agressivas, incoerentes em relação aos princípios democráticos universais, ofensivas da dignidade da Bolívia e sua forma de governo democrática, participativa, representativa e comunitária", acrescenta a nota. A declaração da câmara alta boliviana será enviada ao Senado do Brasil para que essa instância "tenha constância da moléstia, do repúdio e da rejeição às declarações do senador brasileiro". Ferraço, que colaborou na saída do senador opositor boliviano Roger Pinto rumo ao Brasil, declarou na quinta-feira que o governo da Bolívia "tem a justiça em suas mãos" e que o país vive "uma ditadura disfarçada". Também assegurou que o presidente Morales é o "maior responsável" pela forma como ocorreu a saída de Roger Pinto da embaixada brasileira em La Paz, na qual esteve asilado desde o dia 28 de maio de 2012 sem que lhe concedesse o devido salvo-conduto. Roger Pinto chegou ao Brasil na sexta-feira passada com o apoio de responsáveis da embaixada brasileira em La Paz, o que causou uma crise diplomática entre os países e a queda do ministro das Relações Exteriores, Antonio Patriota. O governo boliviano pediu que o Brasil "devolva" o senador, a quem acusa em vários julgamentos de atos de corrupção, enquanto a Procuradoria Geral solicitou à Interpol que emita uma "notificação vermelha" para sua captura e entrega. Roger Pinto, por sua parte, solicitou oficialmente refúgio às autoridades do Comitê Nacional para os Refugiados (CONARE) e também estuda a possibilidade de fazer o mesmo pedido a outros países, informou hoje seu advogado, Fernando Tibúrcio. Morales, que está em Paramaribo para a cúpula da Unasul, assegurou que "nenhum grupo" conseguirá confrontá-lo com a presidente Dilma Rousseff e que tentará solucionar com ela, em reunião prevista para hoje, a crise aberta entre os países. EFE gb/rsd

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