Bolivianos que combateram guerrilha de Che lamentam "esquecimento" do governo
Internacional|Do R7
La Paz, 8 out (EFE).- Os militares bolivianos que combateram a guerrilha de Ernesto Che Guevara lamentaram nesta terça-feira o "esquecimento" do governo do presidente Evo Morales, que é um admirador e seguidor do revolucionário argentino-cubano. "Como defensores da dignidade nacional, lamentamos e repudiamos a atitude do governo, que se dedica mais a render honras aos que vieram a nossa pátria verter sangue e luto na família boliviana", disse à Agência Efe o presidente da Federação de Ex-Combatentes de Ñancahuasú da região de Santa Cruz, Gelacio Peralta. Peralta fez estas declarações por telefone da cidade de Santa Cruz, após participar de uma homenagem organizada para os ex-combatentes por um grupo de parlamentares opositores pelos 46 anos da vitória do exército boliviano contra a guerrilha de Che. O dirigente declarou que o setor não goza de nenhum benefício e já não se realiza nenhum ato em homenagem ao grupo, apesar de terem sido declarados beneméritos da pátria em janeiro de 2006, dias antes de Morales assumir a presidência pela primeira vez. "Então tínhamos as honras de regulamento, como manda a Constituição e as Forças Armadas. Daí em diante fomos completamente esquecidos", lamentou Peralta, lembrando que 56 militares bolivianos "derramaram seu sangue em defesa da dignidade e do território nacional" em cumprimento das leis para derrotar a guerrilha. Che Guevara foi assassinado na Bolívia em 9 de outubro de 1967 por um sargento boliviano na aldeia boliviana de La Higuera, na região de Santa Cruz, um dia depois da derrota de sua guerrilha pelo exército deste país. EFE gb/rsd











