Caçadora de tesouros diz estar perto de achar ‘relíquia de Hitler’ perdida na Alemanha; entenda
Inventário estimado do tesouro de Hitler, conforme descrito no livro ‘Nazi Gold’, incluía toneladas de barras de ouro e milhares de moedas raras
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Cornelia Ostler, caçadora de tesouros de 40 anos, diz estar próxima de localizar um tesouro do Terceiro Reich que permanece desaparecido na Baviera desde os últimos dias da Segunda Guerra Mundial. O ouro, saqueado pelo regime nazista e avaliado hoje em bilhões de dólares, inclui barras, moedas e quantias em diferentes moedas estrangeiras. Parte dele teria sido enterrada próximo ao lago Walchensee, nos Alpes alemães, e fragmentos só vieram a público após a guerra.
Segundo Cornelia, a busca começou com seu pai, Reinhold Ostler, também caçador de tesouros. “Quando estou procurando, me sinto muito próxima dele”, disse ao The Sun. Uma pista recente é um distintivo nazista datado de 1934 encontrado na região, reforçando a possibilidade de que grandes quantidades do ouro permaneçam enterradas.
O tesouro foi movimentado nos últimos dias do Terceiro Reich. Em abril de 1945, mais de 93% do ouro do Reich já havia sido apreendido pelos Aliados na mina de Merkers, na Turíngia. Com Berlim cercada, Adolf Hitler autorizou que o restante fosse contrabandeado para o sul da Alemanha. Caminhões e trens cruzaram o país em ruínas até Munique, onde oficiais “não tinham mais contato com ninguém” e já não sabiam que ordens seguir, segundo os historiadores Ian Sayer e Douglas Botting, autores de Nazi Gold.
O carregamento foi levado a um centro de treinamento em Mittenwald e depois transferido para Einsiedl, às margens do Walchensee, onde treze toneladas de ouro e valores teriam sido empilhadas em um campo militar que hoje funciona como alojamento juvenil. Na noite de 26 de abril, o tesouro foi dividido em lotes e escondido na região montanhosa de Steinriegl. Dias depois, locais dos buracos foram alterados, tornando o mapa da riqueza ainda mais enigmático. Tropas americanas recuperaram apenas parte do saque e os registros sobre o total original nunca bateram.
Ian Sayer, que chegou a recuperar duas barras desaparecidas na década de 1990, considera plausível que esconderijos permaneçam intactos. “Se alguém morre, é preso ou simplesmente esquece o local, o ouro continua ali”, afirmou. Ele também menciona rumores de milhões de dólares contrabandeados para a Suíça, além de relatos de moradores de Garmisch-Partenkirchen que surgiram após a guerra com carros Porsche e BMW novos, sem explicação aparente.
Leia mais:
O inventário estimado do tesouro de Hitler, conforme descrito no livro Nazi Gold, incluía: 364 sacos de ouro com duas barras cada, 25 caixas com barras de 50 kg, 2 sacos de moedas de ouro, 6 caixas possivelmente com moedas dinamarquesas, 11 caixas com 150 kg em ouro, 20 caixas herméticas com moedas e 89 sacos de moeda estrangeira, incluindo mais de 2,4 milhões de dólares americanos, 230 mil libras esterlinas e milhões em francos franceses, suíços e outras moedas.
Cornelia Ostler afirma que “a história é cheia de lacunas, e é isso que estou tentando explorar”. A caçadora aposta que está mais perto do que qualquer um imagina de localizar a chamada relíquia de Hitler, que permanece como um dos tesouros perdidos mais emblemáticos do período nazista.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da Record, no WhatsApp










