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Caçadores ilegais matam família de elefantes no Quênia

Animais, incluindo um filhote de dois meses, foram mortos a tiros e tiveram as presas arrancadas

Internacional|Do R7

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Em 2012, o Quênia sofreu com a perda de 360 elefantes para a caça ilegal
Em 2012, o Quênia sofreu com a perda de 360 elefantes para a caça ilegal

Um grupo de caçadores ilegais no Quênia é responsável pelo massacre de uma família de 11 elefantes no episódio que foi considerado a pior matança de animais no país das últimas três décadas.

"Não perdemos tantos elefantes em um único incidente desde os anos 80. Isso é um claro sinal que as coisas estão piorando", admitiu Patrick Omondi, chefe do programa de proteção dos elefantes do KWS (Kenya Wildlife Service), o serviço de preservação da vida selvagem no país.


Os cadáveres dos animais mortos a tiros, decepados e sem suas presas, incluindo um filhote de apenas dois meses, foram encontrados neste sábado (25) no Parque Nacional Tsavo Leste.

Segundo Omondi, as investigações iniciais apontam para um grupo de, pelo menos, dez caçadores portando armas de fogo de diversos calibres. Em geral, bandos de criminosos utilizam o fuzil AK-47 para a caça.


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O bando está sendo procurado por guardas florestais, mas até o momento não tiveram êxito, anunciou a serviço de preservação da vida selvagem no Quênia.

Um aumento na demanda por marfim na Ásia, onde presas de elefantes são utilizadas em medicamentos tradicionais e também como peça de decoração, fez com que a matança de elefantes no continente africano aumentasse expressivamente.


"Um quilo de marfim pode chegar a custar R$ 8.500 (US$ 2.500) no mercado negro, quantias que alimentam grupos de criminosos extremamente organizados e com armas sofisticadas", disse Omondi.

Em 2012, o Quênia sofreu com a perda de 360 elefantes para a caça ilegal. Só no ano anterior, o número de assassinatos de elefantes foi de 289, segundo informou o KWS.

Pelo menos 40 caçadores foram mortos em conflito contra guardas-florestais quenianos em 2012.

O mercado internacional de marfim, com muitas exceções, foi considerado fora da lei desde 1989, após uma queda brusca da população de elefantes na África de milhões, em meados do século 20, para apenas 600 mil no final dos anos 80.

Só na última semana, mais de uma tonelada de marfim foi capturada em Hong Kong de um navio proveniente do Quênia. A carga foi avaliada em R$ 4,7 milhões (US$ 1,4 milhão).

O mercado de marfim está banido pela Convenção sobre o Cites (Comércio Internacional das Espécies de Fauna e Flora Selvagens Ameaçadas de Extinção), assinada em Washington, em 1973.

O próximo encontro será realizado em março e, de acordo com Omondi, os países com manadas de elefantes tem registrado um aumento na caça ilegal.

"Os especuladores fazem estoques de contrabando na esperança de que a conferência revogue a proibição do comércio de marfim", discutiu o chefe do KWS.

No continente africano vivem cerca de 472 mil elefantes cuja sobrevivência está ameaçada pela caça ilegal e pela perda de seu habitat natural.

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