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Ondas de calor ‘tendem a se tornar mais frequentes’, afirma pesquisadora

Fenômeno preocupa a Europa e pode chegar ao Brasil alterando os padrões das estações do ano

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A Europa enfrenta ondas de calor extremo, com temperaturas acima de 40°C em algumas regiões.
  • Governos europeus estão adotando medidas de emergência para lidar com incêndios e proteger populações vulneráveis.
  • A pesquisadora Ana Avila alerta para o impacto do aquecimento global e a persistência de gases de efeito estufa na atmosfera.
  • No Brasil, espera-se que as temperaturas continuem a subir, influenciadas pelas mudanças climáticas e pelo fenômeno El Niño.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

A Europa está em alerta por causa do calor extremo. As temperaturas devem ultrapassar os 40°C em algumas regiões. Esses recordes estão alinhados a dados preocupantes: nas últimas três décadas, a região vem aquecendo mais rápido do que qualquer outro continente. Governos reforçam medidas de emergência para conter incêndios, proteger populações vulneráveis e evitar mortes. Nos últimos anos, foram registrados milhares de óbitos associados ao calor extremo no continente.

Ana Avila, pesquisadora do Cepagri (Centro de Pesquisas Meteorológicas e Climáticas Aplicadas à Agricultura) da Unicamp, destaca alguns fatores ligados ao registro dessas temperaturas no continente europeu: países próximos à região do Ártico estão sendo impactados pelo calor que causa o derretimento das geleiras, e o Leste Europeu, por uma alta quantidade de partículas poluentes que inibe a radiação solar de chegar até a superfície. Além disso, essa região apresenta uma massa de calor persistente, causando um sistema de bloqueio atmosférico.


A pesquisadora do Cepagri alerta que casos como esse marcam um ponto de não retorno para o planeta. Com a emissão constante e progressiva de gases de efeito estufa, promove-se uma tendência de aumento da temperatura que não poderá ser reparada, contanto que sejam estabelecidas medidas em relação à liberação de poluentes na atmosfera. Ana diz que, mesmo que tenhamos essa redução, gases como o CO₂ são gases de longa vida: “Mesmo que se cessem todas as emissões, ele [CO₂] ainda vai permanecer por mais um tempo e a temperatura vai responder ainda a esse aumento dessa concentração”, observa.

As temperaturas no Brasil também têm aumentado. Mesmo que nesse inverno não tenham sido registradas temperaturas acima da média, de forma geral, o calor tem se tornado mais frequente e preocupante: “A tendência é que tenhamos uma primavera e um verão com temperaturas mais altas por conta das mudanças climáticas e com o reflexo do El Niño em formação.” Para Ana, essa situação tende a se tornar mais frequente no globo inteiro, com altas variações no volume de chuvas e temperatura, juntamente com períodos longos de seca, que causam um aumento preocupante na temperatura.

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