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Cameron chama conservadores que querem deixar a UE de pessimistas

Internacional|Do R7

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O primeiro-ministro britânico, David Cameron, chamou nesta quinta-feira de pessimistas os integrantes de seu partido que, estimulados pelo crescimento do partido eurófobo UKIP, defendem uma saída da União Europeia (UE).

O premier conservador havia prometido renegociar as condições da permanência do Reino Unido na UE e submeter o novo acordo a referendo antes do final de 2017, caso seja reeleito nas eleições gerais previstas para dois anos antes, defendeu sua posição como "lógica, razoável e pragmática".

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"Enfrento, por assim dizer, dois grupos de pessimistas", declarou na abertura de uma conferência sobre investimentos em Londres.

"Há alguns pessimistas pró-europeus que dizem: 'Precisamos aderir a cada uma das coisas que são propostas dentro da UE. Temos que assinar cada tratado, assinar tudo, não há alternativa. Creio que estão totalmente equivocados", ressaltou Cameron.

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"O segundo grupo de pessimistas diz que não há possibilidade que não seja a de reformar a UE e que é preciso sair. Acho que também estão equivocados", disse.

"Acredito que é possível mudar e reformar esta organização e mudar a relação do Reino Unido com ela", afirmou.

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A UE, repetiu, "não é suficientemente competitiva, não é suficientemente aberta, não é suficientemente flexível, e não compete de maneira eficaz com as partes do mundo que crescem rapidamente".

"A Europa deve ser suficientemente flexível para incluir nela países como o Reino Unido, que não adotaram a moeda única e que não a adotarão, e países que têm a moeda única", disse.

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Uma semana depois de eleições locais parciais marcadas pelo avanço do partido antieuropeu e anti-imigração UKIP, Cameron é pressionado por alguns conservadores para que legisle antes do final de seu mandato, em 2015, sobre a realização do referendo.

Mas o texto tem poucas chances de ser aprovado, dada a oposição dos liberal-democratas, sócios minoritários da coalizão governamental, e dos trabalhistas.

Nos últimos dias, duas figuras importantes do Partido Conservador defenderam no jornal The Times uma saída da UE.

Depois de Nigel Lawson, ministro das Finanças durante a era Margaret Thatcher, que alegou nesta terça-feira os benefícios econômicos de uma saída, nesta quinta-feira foi a vez do ex-ministro da Defesa, Michael Portillo, que pediu uma saída imediata. Ele classificou de "estratagema política" a postura defendida por Cameron que, segundo ele, levará apenas a uma "renegociação mínima".

alm/ra/ahg/dm

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