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Cameron e Hollande discordam sobre necessidade de reformar a UE

França não vê como "prioritária" modificação de tratados

Internacional|Do R7

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Presidente francês não quer seguir "exemplo de um só país"
Presidente francês não quer seguir "exemplo de um só país"

O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, e o presidente francês, François Hollande, discordaram nesta sexta-feira (31) sobre o alcance que deve ter a reforma da União Europeia (UE). A França não vê como "prioritária" a modificação de tratados.

Cameron ressaltou, ao término de uma cúpula bilateral na base militar inglesa de Brize Norton, que deseja mudar o funcionamento da UE com vistas a realizar um plebiscito sobre pertinência no Reino Unido em 2017, um compromisso adquirido sob pressão dos eurocéticos do Partido Conservador.


Hollande disse "respeitar" o compromisso de Cameron de realizar uma consulta, mas advertiu que "não se pode pretender seguir o exemplo de um só país".

O presidente francês se mostrou partidário de reformar a UE a fim de torná-la "mais eficiente" e fazer com que a eurozona funcione "de forma mais coordenada e integrada", mas descartou, a princípio, reformas mais profundas que implicariam realizar um plebiscito em seu próprio país.


O dirigente francês ainda insistiu, no entanto, em que a "França quer o Reino Unido dentro da UE".

Síria


Além da reforma da UE, que ambos os líderes vão continuar tratando durante um almoço em um típico pub britânico, abordaram o conflito na Síria, além de assinar acordos de cooperação em defesa e energia.

Sobre a Síria, Cameron e Hollande acertaram a colaboração para prevenir a radicalização de jovens dos respectivos países na zona de combate. O primeiro-ministro assegurou que os dois estão "profundamente preocupados" com o risco que o conflito sírio traz para o Reino Unido e França, pois se estima que cerca de 700 britânicos e franceses podem ter viajado para a Síria.


Hollande explicou que os países colaborarão para evitar "a manipulação" por extremistas destas pessoas e para "vigiar seus movimentos", a fim de garantir que não retornam com planos de terrorismo à França e ao Reino Unido.

Durante a cúpula, os chefes de Estad também trataram sobre o acordo de Londres com a empresa estatal francesa EDF para a construção de dois reatores nucleares na usina Hinkley Point C em Somerset (no sudoeste inglês), com um investimento de 16 bilhões de libras, assim como operações de defesa conjuntas. 

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