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Cameron se opõe a Juncker como candidato à presidência da Comissão Europeia

Internacional|Do R7

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Londres, 27 mai (EFE).- O primeiro-ministro do Reino Unido, David Cameron, considera o luxemburguês Jean-Claude Juncker um candidato "totalmente inaceitável" à presidência da Comissão Europeia (CE), publicou nesta terça-feira o jornal "Financial Times" (FT). Faltando atribuir três representantes norte-irlandeses do total de 73 cadeiras britânicas na Eurocâmara, o Partido Conservador ficou nas eleições europeias no Reino Unido em terceiro lugar, com 19 cadeiras (perdendo sete) e 23,93% do apoio, atrás dos trabalhistas - com 20 e 25,40% dos votos - e do UKIP, claro vencedor, com 24 eurodeputados. Após saber os resultados eleitorais, Cameron embarcou nesta segunda-feira em uma rodada de telefonemas com outros seis líderes europeus, entre eles a chanceler alemã, Angela Merkel, e pediu que pediu que aprendessem as lições do sucesso populista contra Bruxelas refletido no pleito, apontou o "FT". O político britânico pediu aos colegas europeus que "prestem atenção aos pontos de vista mostrados pelas urnas" e pediu que recusem as propostas para que Juncker presida a Comissão, de acordo com o jornal. Os líderes europeus se reunirão esta noite em um jantar em Bruxelas para analisar os resultados eleitorais das eleições europeias, que foram um sucesso dos partidos populistas e nacionalistas. Cameron também disse aos colegas de partido seu desacordo com a candidatura do conservador luxemburguês Jean-Claude Juncker para a presidência da Comissão em substituição a José Manuel Durão Barroso. O primeiro-ministro britânico disse que Juncker é um candidato "totalmente inaceitável" e que sua visão de uma Europa integrada, com o euro como moeda oficial, está distante da da opinião pública, publicou o "FT". Segundo Downing Street, a residência e escritório oficial do chefe do executivo britânico, o líder tory (conservador) considera que "mais consultas deveriam ser feitas nos próximos meses" sobre quem deveria estar à frente da Comissão. O jornal apontou que Cameron preferia à frente da CE uma figura mais próxima da sua, já pensando no referendo sobre a permanência do Reino Unido na União Europeia (UE), previsto para 2017, caso os conservadores ganhem as próximas eleições gerais, que acontecem em maio de 2015. EFE prc/cd

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