Carro pega fogo na Praça da Paz Celestial e deixa 5 mortos na capital chinesa
Internacional|Do R7
(Atualiza número de vítimas). Pequim, 28 out (EFE).- Pelo menos cinco pessoas morreram - entre elas um turista filipino - e outras 38 ficaram feridas nesta segunda-feira depois que um carro invadiu uma calçada e pegou fogo, sob o retrato de Mao Tsé-Tung, na Praça da Paz Celestial, informou a agência oficial "Xinhua". De acordo com a fonte, o veículo - um jipe 4x4 - pegou fogo após ter invadido a movimentada avenida Changan e atropelado vários turistas e policiais antes de se chocar contra uma ponte na entrada da Cidade Proibida. O motorista do carro e mais dois passageiros morreram no momento do acidente, enquanto duas vítimas de atropelamento morreram horas depois, entre eles um turista filipino, confirmou a Embaixada desse país em Pequim à imprensa local. Entre os feridos há cinco turistas estrangeiros, um japonês e outros quatro das Filipinas, segundo o jornal "Southern Metropolis". As causas do incidente não estão claras, mas, por conta do simbolismo da Praça da Paz Celestial, o principal palco dos protestos estudantis de 1989, a possibilidade de uma tentativa de imolação ou ato de protesto não foi descartada. Após o suposto acidente, as autoridades atuaram rapidamente para limpar a zona e evacuar a praça, que, durante a tarde, seguia fechada aos turistas. No entanto, a Cidade Proibida já estava liberada. Várias imagens da fumaça preta proveniente do carro incendiado que tapava a fachada da entrada do palácio circularam nas redes sociais, embora a maioria delas tenha sido censurada na sequência. Nas imagens coletadas pela imprensa local, era possível ver alguns dos feridos recebendo atendimento no chão da praça, além de policiais e um turista estrangeiro prestando socorro às vítimas. Para evitar a circulação de curiosos e preservar a cena do acidente, as autoridades colocaram uma série de biombos na entrada da Cidade Proibida. Por enquanto, o governo chinês não se pronunciou, enquanto a porta-voz das Relações Exteriores da China, Hua Chunying, se negou a responder várias perguntas sobre o fato em seu habitual encontro com a imprensa. EFE tg/fk












