Israel faz ataque aéreo em Beirute dias após acordo de cessar-fogo com o Líbano negociado com os EUA
Conflitos continuam na região enquanto diplomatas tentam mediar tensões
Internacional|Do Estadão Conteúdo
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As forças militares de Israel realizaram novos ataques aéreos contra os subúrbios do sul de Beirute neste domingo, poucos dias após a entrada em vigor do acordo de cessar-fogo negociado em Washington.
Moradores da capital relataram terem ouvido três explosões na região urbana, mas ainda não há informações detalhadas sobre os alvos atingidos ou registro de vítimas.
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Esta é a segunda vez em que o território é bombardeado desde o primeiro pacto firmado entre o Líbano e Israel, em 17 de abril, embora confrontos terrestres e incursões diárias continuem ocorrendo no sul libanês.
O primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, afirmou que as ações ocorreram em retaliação a disparos efetuados anteriormente pelo grupo Hezbollah em direção ao norte de Israel. Até o momento, a organização libanesa não assumiu a autoria desses ataques.
Paralelamente, a agência de notícias estatal iraniana IRNA informou que o ministro do Interior do Paquistão, Mohsin Naqvi, desembarcou em Teerã para entregar uma mensagem do chefe do Exército paquistanês, marechal de campo Asim Munir, ao líder supremo do Irã, aiatolá Mojtaba Khamenei.
O governante da República Islâmica não realiza aparições públicas desde que assumiu o poder, logo após seu pai ser morto no primeiro dia da guerra, em 28 de fevereiro. O teor do documento oficial enviado pelo comando paquistanês não foi revelado pelas autoridades locais.
Durante a missão diplomática, Naqvi reuniu-se com o ministro do Interior do Irã, Eskandar Momeni, na noite de sábado, e manteve conversas com o ministro das Relações Exteriores, Abbas Araghchi, na manhã deste domingo.
Conforme o governo do Paquistão, Islamabad conta com o suporte de nações regionais, incluindo o Catar, Turquia e Egito, para tentar aproximar as posições de Washington e Teerã. O plano de ação busca reduzir as tensões geopolíticas internacionais e garantir a segurança necessária para a reabertura do Estreito de Ormuz.
*Com informações da Associated Press
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