Caso Maldonado: autópsia preliminar revela causa da morte
Jovem estava na água há mais de 60 dias
Internacional|Do R7

Dados preliminares da autópsia feita em Santiago Maldonado revelaram, neste sábado (21), que o jovem artesão morreu afogado e estava na água há mais de 60 dias, segundo informações do jornal Clarín.
Com as novas informações, foi descartada a hipótese de que o jovem teria morrido em outro lugar e depois seu corpo foi plantado no Rio Chubut. No corpo não havia marcas de borracha, barras, balas ou pedras. Radiografias do pescoço também descataram a possibilidade de Maldonado ter sido enforcado.
Ao final da autópsia, o juiz de Gustavo Lleral, disse que a causa da morte ainda precisa ser determinada. Mas de acordo com as fontes consultadas, houve um entendimento comum entre os peritos presentes e por ora as autoridades estão tratando o caso como um afogamento.
Atrás da porta do necrotério judicial estavam mensagens de apoio à família, buquês de flores, velas acesas e fotografias com o rosto de Santiago Maldonado.
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Alguns dados da autópsia:
— Todo o procedimento foi filmado.
— A identidade do corpo foi determinada pelas impressões digitais.
— O único argumento entre os especialistas que aparentemente não estava resolvido estava na tatuagem que Maldonado tinha na mão direita.
Cerca de 55 especialistas participaram da autópsia, que durou mais de 12 horas.
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Nesta sexta-feira (20), Sergio Maldonado, irmão do artesão, confirmou que o corpo encontrado no rio Chubut, desaparecido desde 1º de agosto, era de Santiago.
"Nós fomos capazes de olhar para o corpo, o que reconhecemos foram as tatuagens de Santiago, então estamos convencidos de que é Santiago", disse o irmão.








