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Por que visita de Putin a arquipélago cria tensão entre Rússia e Japão

Ilhas Curilas são alvo de disputa territorial entre os dois países desde o final da Segunda Guerra Mundial; ‘Pode escalar’, diz especialista

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Vladimir Putin visitou as Ilhas Curilas, intensificando a disputa territorial entre Rússia e Japão.
  • A primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, condenou a visita, chamando-a de "inaceitável" e convocou o embaixador russo para esclarecimentos.
  • O especialista Ricardo Cabral explicou que as ilhas foram ocupadas pela União Soviética em 1945 e nunca devolvidas ao Japão.
  • Manobras militares russas e chinesas na região aumentam a tensão e podem escalar o conflito, segundo Cabral.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

O presidente Vladimir Putin fez uma visita às Ilhas Curilas, um arquipélago no centro de uma disputa territorial com o Japão. O Kremlin divulgou um vídeo do mandatário no local e, segundo a imprensa russa, ele inspecionou o principal navio da frota da Rússia no Pacífico.

A primeira-ministra do Japão, Sanae Takaichi, afirmou que a visita de Putin vai contra a posição constante do Japão sobre os territórios do norte, e que a viagem fere os sentimentos do povo japonês, sendo considerada absolutamente “inaceitável”. Além disso, o país convocou o embaixador russo para prestar esclarecimentos.


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Em entrevista ao Conexão Record News, o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral explicou que a antiga União Soviética ocupou as ilhas Curilas em 1945, no final da Segunda Guerra Mundial. Stalin continuou no local e nunca as devolveu ao Japão.

“O problema é que o tratado não foi assinado. O Japão e a Rússia, que é herdeira da União Soviética, tecnicamente continuam em guerra, porque o tratado não foi assinado; relações foram restabelecidas e etc., mas o tratado não foi assinado porque o Japão deseja que os russos devolvam a ilha. E eles não vão devolver, não só por questões estratégicas, por questões econômicas”, analisou.


Além disso, o especialista apontou que o agravante da situação se dá pela realização de manobras da marinha chinesa no mar de Okhotsk, que têm afrontado o governo japonês e norte-americano: “Eles fazem exercícios russos e chineses em áreas próximas à área de segurança, o que dá confusão toda hora”, disse.

“É importante ficarmos de olho porque esse é um ponto quente ali na região da Ásia-Pacífico. E pode ser que escale”, concluiu Cabral.

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