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Análise: EUA precisariam escalar violência a um nível altamente elevado para vencer o Irã

Segundo Ricardo Cabral, o presidente americano Donald Trump não tem meios nem vontade de promover operações por terra

Internacional|Do R7, com RECORD NEWS

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O Irã e os Estados Unidos continuam em desacordo sobre uma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio. Segundo o especialista em segurança e estratégia internacional Ricardo Cabral, o conflito atinge um impasse, com os dois lados maximizando as suas propostas e tentando assumir um controle sobre o estreito de Ormuz.

De acordo com fontes iranianas de alto escalão, ainda não houve um progresso para retomar o pacto provisório, firmado em junho. O texto declarava o fim imediato e permanente das operações militares em todas as frentes. No entanto, em 7 de julho, o presidente americano Donald Trump o declarou suspenso.


Vista do Capitólio dos Estados Unidos, com sua cúpula branca em destaque
Países continuam em desacordo sobre uma negociação para o fim da guerra no Oriente Médio Reprodução/Record News

“Como essas propostas estão muito distantes, é improvável que nas próximas horas ou nos próximos dias cheguemos a um acordo”, frisa Cabral em entrevista ao Conexão Record News. A tendência é que nenhum dos dois lados ceda. Enquanto os americanos impõem uma série de dificuldades aos iranianos, o especialista aponta que a Guarda Revolucionária não está preocupada com a população.

Ele pontua que o propósito das lideranças é apenas se manter no poder. “Aos Estados Unidos, o momento é de tentativa de buscar uma nova estratégia, já que bombardear o Irã continuamente se provou ineficiente. Os americanos não têm condições, não estão reunindo meios para fazer operações em terra e nem têm aliados dispostos a fazer isso. Esse bombardeio que sobra seria exponenciar a violência a um nível extremamente elevado, que eu não acredito que o presidente Trump esteja com vontade de fazer”, conclui.

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