Casos de bactéria ‘comedora de carne’ aumentam com aquecimento dos oceanos
A cada ano, novos casos aparecem, cada vez mais ao norte, e existe risco de chegar a grandes centros urbanos, como Nova York
Internacional|Do R7
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Autoridades sanitárias do estado norte-americano da Louisiana confirmaram um surto da bactéria Vibrio vulnificus, popularmente conhecida como “bactéria devoradora de carne”, que já resultou em cinco mortes e nove hospitalizações em 2026.
O número serve de alerta porque é muito superior à média histórica do estado, acostumado a registrar cerca de sete casos e uma morte por ano.
De acordo com especialistas, o aumento da temperatura das águas costeiras tem ampliado o risco de infecção, sobretudo entre maio e outubro, que é um período em que o mar se mantém mais quente.
Um estudo realizado em 2023 descobriu que, a cada ano, os casos de infecção avançam cerca de 48 quilômetros em direção ao norte, que é normalmente mais frio e, sem elevação na temperatura das águas, não correria risco.
No ritmo que a temperatura oceânica vem aumentando, é possível que comecem a aparecer em grandes centros como Nova York.
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A Vibrio vulnificus ocorre naturalmente em águas salobras e quentes, e pode causar desde problemas gastrointestinais após o consumo de frutos do mar crus ou malcozidos, até infecções graves em feridas expostas à água contaminada.
Nos casos de infecções mais graves, a bactéria pode atingir a corrente sanguínea e levar à morte em até 48 horas.
Pessoas com doenças hepáticas, câncer, diabetes, HIV ou sistema imunológico comprometido estão entre as mais vulneráveis. Pessoas com cortes ou feridas abertas que entram em contato com o mar correm risco de infecção.
Os sintomas incluem vermelhidão, inchaço e dor em feridas expostas, além de febre, calafrios e queda de pressão. Em caso de ingestão, a infecção é gastrointestinal e pode se manifestar por meio de diarreia intensa, náusea e dor abdominal.
As autoridades recomendam evitar o contato com água salgada ou salobra quando houver feridas abertas, cobrir cortes com curativos à prova d’água, lavar imediatamente qualquer lesão após exposição e cozinhar bem frutos do mar, especialmente ostras.
Tatuagens e piercings recentes e ainda não completamente cicatrizados também podem oferecer riscos de contaminação caso haja contato com água do mar.
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