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Cem mil cristãos são mortos por ano por razões ligadas à fé 

O Oriente Médio, a África e a Ásia são as regiões onde ocorrem o maior número de violações contra a liberdade religiosa

Internacional|Do R7

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Em março deste ano, cem casas de cristãos foram queimadas por muçulmanos no Paquistão, provocando protestos no país
Em março deste ano, cem casas de cristãos foram queimadas por muçulmanos no Paquistão, provocando protestos no país

Quase 100 mil cristãos morrem todos os anos por razões relacionadas a sua fé, denunciou o observador permanente da Santa Sé nas Nações Unidas, indicou nesta terça-feira (28) a Rádio Vaticano.

"Investigações confiáveis" chegaram à "conclusão chocante" de que "mais de 100 mil pessoas são mortas por ano, por motivos que têm alguma relação com sua fé", denunciou Monsenhor Silvano Maria Tomasi, durante a 23ª sessão do diálogo interativo entre o Conselho dos Direitos Humanos e o alto comissário.


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Monsenhor Tomasi também denunciou que cristãos são obrigados a renunciar a sua fé e a suportar a destruição de seus locais de culto, além dos sequestros de seus líderes religiosos, como ocorreu na Síria, onde dois padres ortodoxos foram levados por homens armados perto de Aleppo.

O Oriente Médio, a África e a Ásia são as regiões onde ocorrem o maior número de violações contra a liberdade religiosa.


Essas violações são "fruto do sectarismo, da intolerância, do terrorismo e de leis que excluem", indicou.

Tomasi lembrou o peso da Igreja em muitas áreas: na educação, desde a creche até a universidade; na saúde, dos berçários aos hospitais; no social, das casas de repouso e orfanatos até centros de reabilitação; nos serviços prestados nos campos de refugiados e deslocados.


Segundo a Rádio Vaticano, monsenhor Tomasi elogiou o primeiro-ministro de Bangladesh, que introduziu uma lei contra a blasfêmia na legislação de seu país.

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Por sua vez, o secretário do Conselho Pontifício para a Justiça e a Paz, o arcebispo Mario Toso, declarou recentemente durante uma conferência sobre a discriminação, no quadro da plenária da OSCE (Organização para a Segurança e Cooperação na Europa) em Tirana, que os episódios de discriminação contra cristãos aumentaram na região entre a Europa e a Ásia central, apesar das conferências organizadas pela OSCE.

"Lamentamos o fato de terem traçado uma linha entre o credo religioso e a prática religiosa, o que faz com que alertemos aos cristãos, cada vez mais numerosos ante os tribunais, que há a liberdade privada de crer e praticar em suas igrejas, mas fica proibido agir publicamente em nome da fé", declarou.

A discriminação dos cristãos "deve ser combatida assim como o antissemitismo e a islamofobia", considerou Toso, segundo declaração citada pelo Vaticano.

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