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Cérebro-computador: como funciona o projeto dos EUA para integrar soldados e máquinas

Tecnologia tem como objetivo permitir conexão entre militares e sistemas de armamento sem cirurgia

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • A DARPA trabalha em uma tecnologia de interface cérebro-computador para conectar militares a sistemas de armamento sem cirurgia.
  • O programa, conhecido como Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração (N3), visa controlar drones com a mente.
  • O desenvolvimento do projeto ocorreu em três fases, sendo a última focada em testes em humanos, porém as informações sobre seu progresso estão escassas.
  • Relatos não confirmados sugerem que inovações semelhantes podem ter sido usadas em operações militares recentes, como a captura de Nicolás Maduro.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Projeto americano permitiria que militares controlassem drones com a mente Reprodução/X/@DeptofWar

A Agência de Projetos de Pesquisa Avançada de Defesa (DARPA, na sigla em inglês) divulgou um relatório no qual detalhou como os cientistas ligados ao Departamento de Guerra dos Estados Unidos estavam trabalhando no desenvolvimento de um novo tipo de tecnologia com interface cérebro-computador.

Segundo informações do jornal britânico Daily Mail, ela permitiria uma conexão direta entre militares e sistemas de armamento, sem a necessidade de procedimentos cirúrgicos.


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O DARPA vem se destacando como um “celeiro” do Pentágono, devido aos seus diversos projetos futuristas.

Conhecida como programa de Neurotecnologia Não Cirúrgica de Próxima Geração (N3), a empreitada relatada pelo relatório permitiria que militares na ativa controlassem drones e outros sistemas de segurança diretamente com a mente.


Para isso, utilizaria um dispositivo portátil capaz de interpretar os sinais cerebrais de seu usuário e também enviar informações dos drones de volta ao cérebro.

O projeto, atualmente listado como “concluído” pela DARPA, foi inicialmente dividido em três fases de elaboração.


A primeira, com duração de 12 meses, seria dedicada à testagem dos componentes básicos responsáveis pela leitura e registro dos sinais cerebrais, além da capacidade de enviar essas informações de volta ao cérebro.

A segunda fase, com duração de 18 meses, seria concentrada na integração desses componentes em um sistema funcional. Nessa etapa, os testes foram realizados em animais vivos para verificar se o conjunto conseguia, de fato, ler e escrever sinais cerebrais de forma segura e eficaz.


Já a terceira fase, também prevista para 18 meses, focaria no aperfeiçoamento do dispositivo, com o objetivo de aumentar a velocidade de transmissão dos sinais.

No entanto, segundo o Daily Mail, as informações sobre o projeto praticamente desapareceram após o início da última fase, que também previa testes em humanos.

Desde julho de 2023, não houve novas atualizações públicas a respeito e não se sabe, por exemplo, se os dispositivos funcionaram como esperado.

Operações na Venezuela e Irã

Em meio à escassez de informações sobre o desenvolvimento da nova tecnologia, circularam relatos não verificados associando inovações semelhantes a operações militares recentes. Um deles envolve a operação que resultou na captura do ditador venezuelano Nicolás Maduro, em janeiro.

Durante a ação, membros de sua segurança teriam apresentado sintomas físicos intensos após o contato com uma arma desconhecida. “De repente, senti como se minha cabeça fosse explodir por dentro”, relatou um deles. “Todos começamos a sangrar pelo nariz. Alguns vomitaram sangue. Caímos no chão, sem conseguir nos mexer.”

O guarda de segurança também afirmou que, momentos antes da operação, “todos os nossos sistemas de radar desligaram sem qualquer explicação”.

Ainda segundo o Daily Mail, três meses depois, a CIA usou uma ferramenta secreta apelidada de Ghost Murmur para encontrar o piloto americano que estava em um avião abatido no Irã durante a guerra contra o país.

Fontes ouvidas pela publicação afirmam que o dispositivo utiliza ‘magnetometria quântica de longo alcance’ para detectar até mesmo os batimentos cardíacos mais fracos.

Nos últimos meses, o presidente americano, Donald Trump, também fez declarações exaltando a tecnologia das forças armadas americanas. “Temos armas que ninguém mais conhece. E eu diria que provavelmente é melhor não falar sobre isso, mas temos algumas armas incríveis”, afirmou em janeiro.

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