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Iceberg gigante some com contêiner tóxico após resgate fracassado na Antártida

Tanque com combustível pode ter sido danificado ao cair no mar ou implodido durante sua descida até o fundo do oceano

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Um iceberg de 500 metros se desprendeu na Antártida durante uma tempestade, arrastando contêineres de uma estação alemã.
  • Um dos contêineres continha diesel do ártico e desapareceu junto com o iceberg, aumentando o temor de contaminação no oceano.
  • O quebra-gelo RV Polarstern encontrou o iceberg, mas o risco de desprendimento impediu a recuperação completa dos contêineres.
  • O iceberg foi monitorado por satélite, mas desapareceu em fevereiro, possivelmente se partindo e causando a queda dos contêineres no mar.

Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Iceberg com contêineres no topo, fotografado pelo quebra-gelo Polarstern em 25 de janeiro Reprodução/ATCM

Um iceberg de cerca de 500 metros de comprimento se desprendeu na Antártida após uma forte tempestade e arrastou contêineres de uma estação alemã. Os pesquisadores ainda tentaram resgatar o material, mas, devido ao risco, não foi possível recuperar tudo. Um dos contêineres levava diesel do ártico, que desapareceu junto com o bloco gigante após alguns dias. Agora, o temor é de que esse material tóxico tenha caído ao mar e esteja contaminando o oceano.

As informações estão em um relatório do Instituto Alfred Wegener (AWI), o instituto de pesquisa alemão que administra a estação Neumayer III, que foi apresentado durante a Reunião Consultiva do Tratado da Antártida (Antarctic Treaty Consultative Meeting - ATCM), que aconteceu na última semana em Hiroshima, no Japão.


Imagem de satélite mostra o desprendimento de um iceberg da plataforma de gelo Ekström, juntamente com os contêineres da estação Neumayer III Reprodução/ATCM

O incidente aconteceu em janeiro. Sete contêineres estavam posicionados a alguns metros da borda da plataforma de gelo Ekström, um deles com um tanque com diesel do ártico, à espera da chegada do navio cargueiro, prevista para 18 de janeiro. No entanto, naquela semana, uma tempestade com rajadas de vento de até 130 km/h atingiu a região. Pouco depois, a equipe descobriu que “um iceberg medindo aproximadamente 500 metros por 300 metros havia se desprendido e estava à deriva no Mar de Weddell com os contêineres a bordo”, afirma o relatório.

O quebra-gelo alemão RV Polarstern, também operado pela AWI, encontrou o bloco de gelo a cerca de 140 quilômetros de seu local de origem.


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Glaciologistas identificaram que o iceberg possuía pontos estáveis que permitiriam salvar os contêineres, e cerca de uma tonelada de material foi recuperada. No entanto, o risco de o iceberg se desprender aumentou e tornou impossível “garantir a segurança de mais cargas sem colocar vidas humanas em perigo”, aponta o relatório. Assim, a operação foi interrompida no final de janeiro.

O bloco de gelo, no entanto, continuou sendo monitorado por satélite. Seu último avistamento foi em 22 de fevereiro, mas depois desapareceu. A hipótese é de que ele tenha se partido logo em seguida a esse registro e, com isso, fez com que os contêineres restantes caíssem e afundassem no mar.


Segundo o relatório, parte desses contêineres continha materiais e resíduos da estação que teriam um “impacto direto mínimo no ecossistema”. Por outro lado, aquele que guardava diesel do ártico teria consequências mais delicadas. Segundo os pesquisadores alemães, “o tanque pode ter sido danificado durante a queda no mar ou implodido durante sua descida até o fundo do oceano”.

“Em ambos os casos, haverá vazamento de diesel”, afirma o relatório. O diesel do ártico ou polar é mais leve e volátil do que os combustíveis pesados, podendo evaporar mais rapidamente. Porém, as baixas temperaturas da Antártida retardam a degradação bacteriana na água e no gelo marinho, aumentando o risco de o combustível permanecer no ecossistema por um período prolongado.


“O impacto real no ecossistema depende em grande parte das condições locais e, portanto, não pode ser quantificado com precisão”, conclui o documento.

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