Conheça o grupo rebelde russo que promete derrubar Putin à força
Movimento secreto diz infiltrar empresários, engenheiros e ex-integrantes do Kremlin em ofensiva armada contra o governo russo
Internacional|Do R7
LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7

Um movimento clandestino que atua de maneira discreta dentro da Rússia afirmou estar organizando uma rede secreta para derrubar o presidente Vladimir Putin por meio da força. Chamado de Black Spark, o grupo reúne opositores da guerra na Ucrânia, empresários, profissionais liberais e pessoas com experiência militar, segundo relatos divulgados pela imprensa internacional.
A organização ganhou atenção após revelar como principal rosto público Igor Volobuev, ex-vice-presidente do Gazprombank, uma das instituições financeiras mais importantes ligadas ao Kremlin. Nascido na região ucraniana de Sumy, Volobuev deixou a Rússia após a invasão da Ucrânia em 2022, passou a integrar unidades de defesa territorial ucranianas e se transformou em um crítico aberto do governo russo.
LEIA MAIS:
Segundo ele, o Black Spark acredita que não existe possibilidade de mudança política pacífica no país. Em declarações reproduzidas por veículos estrangeiros, Volobuev afirmou que Putin “só pode ser derrubado pela força” e declarou que a população estaria cansada do conflito na Ucrânia e do desgaste provocado pela guerra.
O manifesto do grupo defende abertamente ações violentas contra o Estado russo. Em um dos trechos divulgados, a organização afirma que “o terror de Putin matou a crença no diálogo” e diz que, sob uma ditadura, a justiça estaria sendo forçada a agir “com coquetéis molotov”.
Além de condenar a invasão da Ucrânia, descrita pelo movimento como “nossa vergonha e nosso crime”, o Black Spark argumenta que apenas retirar Putin do poder não seria suficiente. O grupo sustenta que o próprio modelo imperial russo deveria entrar em colapso.
Apesar de possuir presença reduzida nas redes sociais, com menos de 3.000 seguidores no Telegram e cerca de 1.500 no X, o movimento afirma já contar com integrantes infiltrados em setores estratégicos da Rússia, inclusive dentro da gigante estatal Gazprom.
Volobuev afirmou ter participado de reuniões secretas com membros do grupo e disse ter encontrado pessoas conhecidas de sua época no sistema Gazprom. Segundo ele, o Black Spark não seria uma armadilha montada pelos serviços de inteligência russos nem uma disputa interna do Kremlin.
De acordo com o ex-banqueiro, a organização reúne engenheiros, especialistas em tecnologia da informação, advogados, empresários e russos de origem ucraniana contrários à guerra. Alguns integrantes, segundo ele, teriam acesso a “diferentes escritórios na Rússia, inclusive em áreas de poder”.
Um dos principais objetivos atribuídos ao grupo seria atingir a indústria petrolífera russa, considerada por eles a “força vital” da economia do país. O nome Black Spark (fagulha negra, em tradução livre), segundo Volobuev, estaria ligado justamente à ideia de sabotagem. As declarações surgem em meio aos frequentes ataques ucranianos contra refinarias e instalações de energia russas.
O ex-executivo também afirmou que a guerra estaria esgotando a Rússia em níveis político, econômico e psicológico. Para ele, até setores da elite ligados ao Kremlin teriam perdido a confiança em Putin após mais de quatro anos de conflito.
Volobuev deixou o Gazprombank em 2022 e, desde então, passou a aparecer em veículos da oposição russa criticando o governo. Posteriormente, recebeu da Ucrânia a condecoração Cruz de Ouro, concedida em nome do presidente Volodymyr Zelensky.
O surgimento do Black Spark acontece em um momento de forte repressão política na Rússia, onde manifestações contra a guerra e grupos oposicionistas enfrentam perseguições frequentes. Mesmo com pouca exposição pública, o movimento afirma que pretende ampliar sua atuação clandestina dentro do território russo.
Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









