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Chanceler argentina considera legal processo de impeachment

Rapidez com que a Casa Rosada emitiu a declaração foi criticada pela oposição e por aliados

Internacional|Do R7

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Governo de Mauricio Macri reconheceu por meio de nota as "novas autoridades instituídas" no Brasil minutos após a votação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado
Governo de Mauricio Macri reconheceu por meio de nota as "novas autoridades instituídas" no Brasil minutos após a votação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado

A chanceler argentina, Susana Malcorra, considera legal o processo que afastou a presidente Dilma Rousseff do cargo, embora veja uma controvérsia sobre a legitimidade da ação.

O governo de Mauricio Macri reconheceu por meio de nota as "novas autoridades instituídas" no Brasil minutos após a votação da admissibilidade do processo de impeachment no Senado que levou, na quinta-feira passada (12), Michel Temer ao posto de presidente em exercício. A rapidez com que a Casa Rosada emitiu a declaração foi criticada pela oposição peronista e por alguns aliados de Macri.


"Não restava outra alternativa que não fosse fazer um reconhecimento. Do ponto de vista formal, não se pode dizer que não seguiu a legalidade. Alguém pode perguntar se seguiu a legitimidade, que é o que causa incômodo em muitos", afirmou Malcorra em entrevista em Londres, publicada nesta segunda-feira (16) pelo jornal Clarín.

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A chanceler argentina classificou a situação brasileira como "difícil" justamente por considerar tênue o limite entre legalidade e legitimidade, mas indicou não haver razão para punir o País com base em cláusula democrática que poderia ser imposta em caso de decisão unânime do Mercosul ou da Unasul (União de Nações Sul-Americanas).


— Discutimos isso com o Brasil. Eles sentem que caminharam nesse caminho estreito da legalidade versus legitimidade. Mas sentem que a aplicação de uma cláusula democrática pode atingir até mais do que já está afetando.

Malcorra mencionou no início de março uma tentativa de mobilização de chanceleres do Mercosul para apoiar o governo de Dilma e abriu a possibilidade de discutir uma punição ao Brasil em caso de destituição da petista. O Itamaraty então desestimulou essas reuniões de apoio.

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