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Chávez segue em silêncio enquanto oposição se prepara para eventual eleição

Impasse sobre novo pleito presidencial deixa Venezuela em clima de apreensão

Internacional|Do R7

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As notícias sobre Chávez continuam poucas e sempre através de terceiros
As notícias sobre Chávez continuam poucas e sempre através de terceiros

O presidente da Venezuela, Hugo Chávez, manteve neste domingo (24) seu silêncio ininterrupto de mais de dois meses — que só rompeu por meio do Twitter ao retornar ao país na última segunda-feira (18) — enquanto a oposição começou a discutir sua estratégia e o nome de um candidato perante a possibilidade cada vez mais certa de uma eventual eleição antecipada.

A ponto de cumprir-se uma semana desde seu retorno ao país, as notícias sobre Chávez, que se recupera no Hospital Militar de Caracas de um complexo pós-operatório de seu câncer, continuam poucas e sempre através de terceiros. Neste domingo, somou-se ao silêncio presidencial o do governo, que é liderado interinamente pelo vice-presidente, Nicolás Maduro, que não promoveu nenhum ato público na televisão, nem se manifestou pelo Twitter.

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Depois de ter assegurado que o presidente teve reuniões de mais de cinco horas no hospital na sexta-feira (22) com seu gabinete, a única alusão a Chávez e seu estado de saúde foi feita pelo ministro do Planejamento e das Finanças, Jorge Giordani, em entrevista transmitida hoje pelo canal privado Televen. o ministro, ao se referir ao conjunto de decisões governamentais e, especialmente, a medidas econômicas como a recente desvalorização de 32% da moeda local, disse que Chávez sempre esteve ciente das ações.

— Ele esteve a par permanentemente do que estamos fazendo.

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Segundo Giordani, o complicado pós-operatório que o líder enfrenta desde que no dia 11 de dezembro foi operado em Cuba — que faz com que ele respire com a ajuda de aparelhos e tenha a fala dificultada por causa da colocação de uma cânula na traqueia — não o impediu de estar em contato com os membros do Executivo.

— Lembro inclusive de um dia, o 28 de dezembro, quando ele ligou e fiquei surpreso, no sentido de que estava me fazendo perguntas muito específicas de todas as medidas que estamos preparando.

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A última notícia sobre seu estado de saúde dada pelo governo, na quinta-feira passada, dizia que a insuficiência respiratória persistia, com uma tendência que "não foi propícia", embora Chávez continuasse a receber o tratamento para o câncer sem efeitos "adversos significativos".

Enquanto isso, a oposição venezuelana começou hoje a preparar sua estratégia perante um cenário de eventuais eleições antecipadas. Ao sentir que "estão sendo criadas condições para ir a um cenário eleitoral" no país, a aliança opositora, a Mesa da Unidade Democrática (MUD), iniciou o primeiro de vários encontros para escolher um "candidato preventivo", disse à Agência Efe o presidente do partido democrata-cristão Copei, Roberto Enríquez.

— Henrique Capriles é uma opção, mas há outros nomes. Antonio Ledezma, prefeito de Caracas, a deputada María Corina Machado, o ex-embaixador Diego Arria... há nomes que inclusive pode ser que não estejam na agenda. Enfim, já veremos.

Capriles, advogado de 40 anos e governador reeleito do estado de Miranda, obteve os melhores resultados da oposição no dia 7 de outubro quando obteve 44% dos votos na disputa contra Hugo Chávez. Antes, nas primárias organizadas em fevereiro do ano passado pela plataforma opositora, ele recebeu 64% dos votos, apesar de não ser inicialmente o preferido dos partidos tradicionais como Copei ou Ação Democrática (AD).

Além da escolha de seu candidato, a MUD cogita definir uma estratégia "integral" ante a possibilidade de novas eleições que só poderiam ser convocadas segundo a Constituição por uma ausência total do presidente; ou seja, sua renúncia, cassação ou morte. Em seu último discurso público, no dia 8 de dezembro, antes de viajar a Havana, Chávez anunciou Maduro como seu sucessor político caso não possa seguir à frente do governo.

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