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Chefe da polícia de Zamboanga é libertado horas após ser sequestrado

Internacional|Do R7

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Manila, 17 set (EFE).- O chefe da polícia da cidade de Zamboanga, no sul das Filipinas, que tinha sido sequestrado na manhã desta terça-feira por rebeldes separatistas da Frente Moro da Libertação Nacional (FMNL), foi libertado horas depois. O ministro do Interior das Filiínas, Manuel Roxas, confirmou que o chefe da polícia em Zamboanga, José Chiquito Malayo, foi libertado por volta das 18h local (7h, horário de Brasília) e avisou que mais de 20 rebeldes se entregaram às autoridades. "Me alegra informar que o chefe da Polícia de Zamboanga convenceu 23 rebeldes do FMNL a se entregaram às autoridades", disse Roxas. O Governo de Zamboanga também informou sobre a libertação em sua conta no Twitter. "O Comitê de Gestão de Crise confirma a libertação do chefe da polícia de Zamboanga e a rendição de alguns membros da FMLN". Combatentes da FMLN ocupam há nove dias partes da cidade de Zamboanga para declarar a independência da zona, e desde então enfrenta os soldados das forças de segurança das Filipinas. O sequestro de Malayo e de seu segurança aconteceu horas depois que o Exército filipino conseguiu retomar o controle de 70% da zona que os rebeldes ocuparam. Há mais de um mês, Nur Misurari, líder de uma facção do FMLN, exigiu a independência da região de Mindanao e outras ilhas do sul e denunciou que seu grupo tinha sido excluído das negociações entre o Governo e a Frente Moro de Libertação Islâmica (FMLI). Misuari fundou a FMLN em 1971 e foi a principal organização muçulmana armada das Filipinas até que assinou a paz em 1996. No entanto, cinco anos depois denunciou o pacto e fez seus homens pegarem em armas quando ia perder nas urnas seu cargo de governador da Região Autônoma do Mindanao Muçulmano. A FMLI foi fundada formalmente em 1984 a partir de uma cisão do grupo de Misuari e atualmente se encontra na fase final de suas negociações com o Governo. Segundo analistas filipinos citados pelo portal de notícias "Rappler", Misuari "está fazendo barulho" para boicotar as conversas entre o Governo e o FMLI. EFE hc/ff (foto)

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