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Chefes de espionagem dos EUA veem continuação de 'caso de amor' entre China e Rússia

Mesmo com a rejeição mundial à invasão da Ucrânia, Pequim permaneceu próxima de Moscou ao longo do último ano

Internacional|Do R7


Xi Jinping (à esq.) e Vladimir Putin (à dir.) em encontro oficial em 2018
Xi Jinping (à esq.) e Vladimir Putin (à dir.) em encontro oficial em 2018

Líderes de agências de inteligência americanas disseram nesta quarta-feira (8) que a China aprofundará a cooperação com a Rússia para tentar desafiar os Estados Unidos, apesar da condenação internacional à invasão da Ucrânia por Moscou.

"Apesar da reação global negativa sobre a invasão da Ucrânia pela Rússia, a China manterá sua cooperação diplomática, de defesa, econômica e tecnológica com a Rússia para continuar tentando desafiar os Estados Unidos, mesmo que isso limite o apoio público", disseram eles em uma avaliação de ameaça divulgada enquanto o Comitê de Inteligência do Senado americano realizava audiência anual sobre ameaças mundiais à segurança dos EUA.

O relatório se concentrou principalmente em ameaças vindas da China e da Rússia, avaliando que a China continuará intimidando os rivais no mar do Sul da China e que terá como base ações de 2022, que podem incluir mais travessias do estreito de Taiwan ou sobrevoos de mísseis em Taiwan.

"Talvez seja desnecessário dizer que a República Popular da China, que está desafiando cada vez mais os Estados Unidos, econômica, tecnológica, política e militarmente, em todo o mundo permanece sendo nossa prioridade sem igual", disse a diretora de Inteligência Nacional, Avril Haines, a principal conselheira de inteligência do presidente do EUA, Joe Biden.

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Para cumprir a visão do líder chinês, Xi Jinping, de tornar a China uma grande potência, o Partido Comunista Chinês "está cada vez mais convencido de que só pode fazê-lo à custa do poder e influência dos EUA", disse Haines.

Xi Jinping culpou o Ocidente pelas dificuldades econômicas da China em um discurso na segunda-feira (6) no qual acusa os Estados Unidos de liderarem um esforço internacional para conter a China.

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Durante as perguntas dos parlamentares, o senador Angus King, um independente que se alinha com os democratas, pediu a opinião de Haines sobre os laços de Pequim com Moscou. "É um casamento temporário de conveniência ou é um caso de amor de longo prazo?", perguntou.

"Ele continua se aprofundando", respondeu Haines, acrescentando que hesitaria em caracterizar os laços Pequim-Moscou como um caso de amor.

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