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Chile adia plebiscito sobre Constituição por causa do coronavírus

Votação que decide se país fará uma nova Constituição, que seria em abril, foi adiado para o fim de outubro por causa da pandemia

Internacional|Da EFE

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Chile adia plebiscito enquanto enfrenta a pandemia de coronavírus
Chile adia plebiscito enquanto enfrenta a pandemia de coronavírus

Vários partidos políticos do Chile chegaram a um acordo nesta quinta-feira (19) para reagendar para o dia 25 de outubro o plebiscito sobre uma nova Constituição no país, inicialmente previsto para 26 de abril, devido à pandemia do novo coronavírus.

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"Agradeço por este esforço. Na política, é difícil chegar a acordos sobre uma questão tão complexa como a redefinição do calendário eleitoral", anunciou a presidente do Senado, Adriana Muñoz, sobre o pacto, que incluiu 15 legendas.

Aumento de casos

O acordo, que ainda precisa passar ser aprovado no Parlamento para ser oficializado, chega em um momento em que o Chile está em estado de desastre e tem 342 doentes, a maioria deles na capital. Houve um aumento de 103 casos em relação a esta quarta-feira.


As autoridades não ordenaram que a população fique confinada em suas casas, mas houve uma queda na atividade nas ruas, e as fronteiras, os centros comerciais e os negócios não essenciais estão fechados. Além disso, as aulas estão suspensas desde segunda-feira.

"Representa um acordo muito mais amplo do que em novembro passado (quando os principais partidos, com exceção do Partido Comunista concordaram em convocar o plebiscito) porque hoje são 15 partidos, quase todo o espectro político", acrescentou Muñoz, após mais de três horas de discussão.


Outras mudanças

O pacto também contempla a mudança das eleições municipais previstas para 25 de outubro para 4 de abril de 2021, juntamente com a eleição dos constituintes, caso o plebiscito decida enterrar a atual Constituição, herdada da ditadura de Augusto Pinochet (1973-1990) e alvo de críticas durante a onda de protestos iniciada no ano passado.

O plebiscito é uma das principais apostas políticas para atenuar a crise que o país vem vivendo desde outubro, com cerca de 30 mortos, milhares de feridos, episódios de extrema violência, além de acusações contra as forças de segurança por violações dos direitos humanos.

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