Chile e Brasil tentam instituir reuniões de chanceleres e ministros de Defesa
Internacional|Do R7
(Corrige título) Santiago do Chile, 17 abr (EFE).- Chile e Brasil explorarão a possibilidade de estabelecer o mecanismo de reuniões "2+2" entre os ministros da Defesa e de Relações Exteriores de ambos países para fortalecer a relação bilateral, afirmou nesta sexta-feira o chanceler chileno, Heraldo Muñoz. O chefe da diplomacia chilena se reuniu com seu colega brasileiro, Mauro Vieira, que realiza uma visita ao Chile, a primeira desde que assumiu o cargo em 1º de janeiro, quando começou o segundo mandato da presidente Dilma Rousseff. "Vamos explorar a possibilidade de estabelecer um '2+2' (...) para discutir alguns temas de interesse comum, incluindo Haiti, missões de paz e outros assuntos de interesse", sustentou o chanceler chileno. Seu colega brasileiro, que nesta sexta-feira manteve também um encontro com a presidente chilena, Michelle Bachelet, disse que a ideia de estabelecer este mecanismo de reuniões parece "excelente" para colocar as relações bilaterais a um novo nível. O Chile já tem esse mecanismo de reuniões com o Peru para abordar alguns assuntos bilaterais, como a aplicação da decisão da Corte Internacional de Justiça (CIJ) de Haia que em janeiro do ano passado modificou a fronteira marítima entre ambos países. Os chanceleres do Chile e Brasil assinaram nesta sexta-feira um acordo de cooperação conjunta em terceiros países, com a ideia de oferecer apoio principalmente a outras nações latino-americanas. "Ambos países têm estratégias de cooperação com países menos desenvolvidos e a ideia é juntar forças para ir a países, particularmente em nossa região, que podem se beneficiar das experiências e as práticas que desenvolvemos", disse Muñoz. O acordo, explicou Muñoz, permitirá ao Chile analisar a opção de cooperar com países da África, onde o Brasil tem uma "longa trajetória". O ministro das Relações Exteriores brasileiro, no entanto, destacou que o acordo de cooperação conjunta é um "reflexo" de que os laços entre ambos países vão além de suas fronteiras. Durante a reunião, os dois chanceleres conversaram sobre diversos temas, como a presença do Chile e Brasil na Missão de Estabilização da ONU no Haiti (Minustah), na qual um sargento chileno foi assassinado nesta semana durante uma manifestação. Ambos também falaram da "convergência na diversidade" proposta pelo Chile no diálogo entre a Aliança do Pacífico e o Mercosul, disse Muñoz, assim como de outros organismos regionais como a União de Nações Sul-Americanas (Unasul) e a Comunidade de Estados Americanos e Caribenhos (CELAC). EFE gs/ff (foto) (vídeo)










