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China acusa grupo islâmico de atentado na Praça da Paz Celestial

Internacional|Do R7

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Pequim, 1 nov (EFE).- A China acusou o grupo terrorista Movimento Islâmico do Turquestão Oriental (Mito) de estar por trás do atentado da última segunda-feira na praça de Praça da Paz Celestial em Pequim, quando pelo menos cinco pessoas morreram e outras 40 ficaram feridas. O chefe da segurança chinesa, Meng Jianzhu, assegurou no Uzbequistão em declarações divulgadas pela emissora de Hong Kong "Phoenix TV" que o Mito deu apoio ao ataque no qual um carro com três passageiros invadiu a calçada norte de Praça da Paz Celestial na segunda-feira, atropelou turistas e policiais e depois pegou fogo em frente ao portão da Cidade Proibida. "O incidente de violência terrorista em Pequim foi um ato bem planejado e realizado... foi orquestrado pelo Mito, que está estabelecido em regiões de Ásia Central e ocidental", declarou Meng, que está no Uzbequistão para participar de uma cúpula sobre segurança regional. O Executivo da República Popular pediu a todos os países pertencentes à Organização de Cooperação de Xangai (SCO, sigla em inglês) - Cazaquistão, Quirguistão, Rússia, Tadjiquistão e Uzbequistão - a cooperar com a China para reprimir esses ataques e preveni-los. "Vamos aumentar a cooperação internacional contra o terrorismo, e seguiremos fortalecendo a capacidade antiterrorista", afirmou Meng nas declarações divulgadas pela "Phoenix TV". O governo chinês elevou o alerta de segurança após confirmar que o incidente da segunda-feira foi um "ataque terrorista cuidadosamente planejado", como reiterou a porta-voz do Ministério das Relações Exteriores, Hua Chunying. Segundo a versão oficial, no interior do veículo usado no atentado estava um homem (Usmen Hassan), sua mulher (Gulkiz Gini) e sua mãe (Kuwanhan Reyim) que, "de forma deliberada", colidiram e incendiaram seu carro após terem atropelado dezenas de pessoas. As autoridades afirmaram que o veículo tinha registro de Xinjiang, uma região onde são frequentes os enfrentamentos entre a minoria uigur - de religião muçulmana - e a etnia majoritária han. Cinco suspeitos, de sobrenome uigur, foram detidos nas dez horas seguintes ao ataque, mas as prisões só foram divulgadas dois dias depois. A presença policial e de agentes especiais aumentou na Praça da Paz Celestial, o coração simbólico da China, e em algumas áreas movimentadas de Pequim, como as estações de metrô, por causa do ataque. A imprensa local também divulgou que, em Xinjiang, estão ocorrendo verificações que normalmente só acontecem durante períodos específicos. As organizações uigures no exílio pediram uma investigação independente sobre o incidente e colocam em dúvida a participação de membros de sua comunidade no atentado. EFE tg/rpr

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