China convoca embaixador do Japão para condenar reação de Tóquio à zona aérea
Internacional|Do R7
Pequim, 25 nov (EFE).- A China convocou o embaixador do Japão em Pequim, Masato Kitera, para comunicar ao diplomata seu "profundo descontentamento" e "oposição" à "injustificada" reação japonesa à criação de uma zona de identificação aérea chinesa, cuja área inclui as ilhas Diaoyu/Senkaku, disputadas entre ambos os países. "Que o Japão faça essas irresponsáveis acusações contra a China é um completo erro e algo injustificável", disse hoje o porta-voz chinês do Ministério das Relações Exteriores, Qin Gang, em resposta às críticas japonesas à criação da zona aérea de defesa. Qin pediu que o Japão não cometa ações que "ponham em perigo a soberania da China" e faça esforços para solucionar as disputas através do diálogo. O porta-voz reiterou que as ilhas Diaoyu (chamadas de Senkaku pelo Japão) e seus arredores fazer parte da China e assegurou que Pequim defenderá sua soberania. Perguntado sobre a possibilidade da China tomar alguma medida "militar" perante a entrada de aviões japoneses na recém criada zona, o porta-voz se limitou a afirmar que o Ministério da Defesa chinês já tinha deixado claro que os "aviões civis" terão liberdade para sobrevoar a zona. "A criação da zona de identificação aérea chinesa não está dirigida a nenhuma nação em particular, nem objetivo. E não afetará aviões que realizem operações comuns nesta área", assegurou Qin. O porta-voz disse que a criação da zona, anunciada no sábado pela China, cumpre com a legislação internacional e a Carta da ONU, como outras áreas similares criadas por outros países. Além de condenar a reação de Tóquio, o porta-voz chinês também pediu a "importantes países" que deixem de "acusar injustificadamente" o país asiático, depois que o secretário de Estado americano, John Kerry, também expressou sua "preocupação" pela decisão da China. As palavras de Kerry levaram a China a convocar no domingo o embaixador dos EUA em Pequim, Gary Locke, para apresentar seu "solene protesto" e pedir que Washington "corrija seus erros imediatamente" e se abstenha de fazer comentários "irresponsáveis". A criação da zona de identificação aérea anunciada pela China no sábado eleva as tensões existentes entre Tóquio e Pequim pela disputa em torno do arquipélago das Diaoyu/Senkaku, administrado por Tóquio mas reivindicado por Pequim, e aumenta a possibilidade de um eventual conflito. Acredita-se que as águas que banham as ilhas, atualmente desabitadas, abrigam grandes reservas de petróleo. Além disso, o porta-voz Qin também se referiu à área de defesa que abrange zonas que Seul mantém atualmente sob seu controle, como a ilhota submergida de Ieodo, e argumentou que Seul e Pequim tratarão o assunto por meio do diálogo. "China e Coreia do Sul não têm disputas territoriais. Somos países amigos e administraremos o assunto através de consultas amistosas", defendeu. A Coreia do Sul convocou hoje o número dois da embaixada da China em Seul, Chen Hai, para protestar pela nova zona de defesa aérea, que segundo o governo sul-coreano viola os limites estabelecidos pelas Forças Armadas desse país. EFE tg/dk








