A China foi apontada como a principal ameaça militar e cibernética aos Estados Unidos pela diretora de Inteligência Nacional dos EUA, Tulsi Gabbard, e por líderes de agências de segurança do país durante audiência no Comitê de Inteligência do Senado, nesta terça-feira (25).O depoimento, que abordou ameaças globais, foi acompanhado da divulgação da Avaliação Anual de Ameaças, relatório que analisa e detalha os principais desafios globais à segurança do país.O diretor do FBI, a Polícia Federal dos EUA, Kash Patel, e o diretor da CIA (Agência Central de Inteligência), John Ratcliffe, também testemunharam sobre ameaças globais durante a audiência. O documento diz que a China possui capacidade de atingir os EUA com armas convencionais, comprometer infraestruturas americanas por meio de ataques cibernéticos e alcançar ativos no espaço, de acordo com a Reuters.O relatório destaca ainda que a China continua investindo fortemente em inteligência artificial, aeronaves furtivas, armas hipersônicas e arsenais nucleares, disse Gabbard durante as declarações.No início deste mês, o porta-voz do Ministério das Relações Exteriores da China, Lin Jian, disse que o país está preparado para enfrentar “qualquer tipo de guerra” contra os Estados Unidos, em resposta às crescentes tarifas comerciais impostas pelo presidente Donald Trump.A Rússia também foi classificada como um “competidor formidável” devido ao seu grande arsenal nuclear. O relatório aponta que o país, ao lado de Irã, Coreia do Norte e China, desafia os EUA com campanhas deliberadas para obter vantagens estratégicas. A guerra na Ucrânia, segundo o documento, proporcionou à Rússia “uma riqueza de lições sobre combate contra armas e inteligência ocidentais em uma guerra em larga escala”, de acordo com a agência de notícias AP.Gabbard disse que o Irã, embora não esteja atualmente desenvolvendo uma arma nuclear, tornou-se um fornecedor crucial de armamentos para a Rússia. Já a Coreia do Norte, segundo a diretora, mantém-se determinada em expandir suas capacidades militares para ameaçar os norte-americanos.“Esses atores estão, em alguns casos, trabalhando juntos em diferentes áreas para atingir os interesses dos EUA”, disse Gabbard aos senadores, segundo a AP.