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China: entenda por que o país proibiu que apartamentos sejam usados como cemitérios

Em 2025, autoridades do sudoeste chinês já haviam determinado a obrigatoriedade da cremação

Internacional|Do R7

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LEIA AQUI O RESUMO DA NOTÍCIA

  • Nova legislação na China proíbe uso de apartamentos como jazigos de cinzas.
  • Medida também veta a construção de túmulos e sepultamentos fora de cemitérios públicos.
  • Altos custos funerários e o envelhecimento da população motivam busca por alternativas mais acessíveis.
  • A legislação entrou em vigor antes do Festival de Qingming, tradicionalmente dedicado a visitar jazigos.

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Como não tinha essa imagem antes? Ela é icônica!
Custos funerários na China estão entre os maiores do mundo Reprodução/Record News

Uma nova legislação em vigor na China proibiu que apartamentos sejam usados como jazigos de cinzas. A medida também veda a construção de túmulos ou o sepultamento de corpos fora de cemitérios públicos.

Dados da seguradora britânica SunLife apontam que os custos funerários no país representam metade do salário anual, estando atrás apenas do Japão no ranking de mais caros no mundo. O envelhecimento da população e a taxa de mortalidade superior a de natalidade são alguns dos motivos que explicam o encarecimento do serviço.


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O preço dos imóveis, no entanto, registraram queda de cerca de 40% entre 2021 e 2025, segundo o jornal britânico The Guardian.

Para driblar os altos custos, cidadãos chineses recorrem a alternativas mais acessíveis, como a compra de apartamentos para guardar as cinzas. Para isso, os imóveis, em sua maioria localizados em complexos residenciais, são adaptados com velas, cortinas fechadas , iluminação especial e urnas alinhadas por geração.


Outro fator que contribui para a popularização da prática está relacionado à duração dos contratos de arrendamento. Enquanto nos cemitérios o prazo é de apenas 20 anos, nas propriedades residenciais o direito de uso pode chegar a 70.

A legislação passa a valer antes do Festival de Qingming. Conhecido como Dia da Limpeza dos Túmulos, a celebração reúne famílias, que, tradicionalmente, visitam os jazigos.


Em novembro de 2025, autoridades do sudoeste do país já haviam determinado a obrigatoriedade da cremação. Na ocasião, a medida provocou protestos da população miao, que em sua cultura interpreta o procedimento como um desrespeito aos falecidos.

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