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CIA confirma que não usará falsas campanhas de vacinação em suas operações

Norma busca não dar mais margem para justificativas de ataques terroristas a grupos humanitários

Internacional|Do R7

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A CIA (agência de inteligência americana) dos Estados Unidos estabeleceu uma norma de trabalho em agosto de 2013 se comprometendo a não voltar a usar em suas operações falsas campanhas de vacinação, como ocorreu há três anos durante a busca por Osama bin Laden.

O porta-voz da CIA, Dean Boyd explicou que a agência tornou pública esta nova norma para não dar margem para os terroristas justificarem os ataques aos voluntários das campanhas de vacinação em países como o Paquistão, que era realmente uma fachada para operações ocidentais de espionagem. 

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"É importante lembrar que os grupos militantes têm uma longa história de ataques aos voluntários que desempenham tarefas humanitárias no Paquistão e que esses ataques começaram anos antes do complexo onde vivia Bin Laden ser abatido e anos antes das informações jornalísticas sobre campanhas de vacinação patrocinadas pela CIA", defendeu o porta-voz da agência.

A nova norma da CIA foi estabelecida pelo atual diretor, John Brennan, após receber as queixas de decanos de 12 faculdades de saúde pública.

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Eles escreveram uma carta ao presidente dos EUA, Barack Obama, em janeiro de 2013 para protestar pela operação na qual a CIA usou o médico paquistanês Shakil Afridi para conseguir amostras de DNA que pudessem confirmar a presença de Bin Laden na região através de uma falsa campanha de vacinação contra a pólio em Abbottabad.

A controvertida operação fracassou e Afridi foi condenado por traição a 23 anos de prisão.

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"Encobrir operações de inteligência com serviço público humanitário provocou consequências colaterais que afetaram toda a comunidade da saúde pública", diz um trecho divulgado com exclusividade pelo Washington Post na madrugada desta terça-feira (20).

Uma porta-voz da Casa Branca confirmou a Agência Efe que o governo respondeu aos decanos na sexta-feira passada e prometeu que a CIA não repetirá esse tipo de práticas.

"A agência não fará uso dos programas de vacinação para suas operações, o que inclui a todos os trabalhadores destas campanhas. Também não buscará obter ou utilizar, para as operações, as amostras de DNA ou de outro material genético tomadas por estes programas", prometeu o governo em carta assinada pela assistente em Segurança Nacional da Administração Obama, Lisa Monaco, como confirmou à Efe a porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden.

"A nova norma da CIA vale no no mundo todo, e tanto para cidadãos americanos como para os que não são. Como diz a carta, a administração apoia completamente a norma, que demonstra nosso apoio à saúde global e nosso compromisso contínuo com a erradicação da pólio", explicou Hayden.

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