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CIA promete não voltar a usar campanhas de vacinação falsas em suas operações

Internacional|Do R7

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Washington, 19 mai (EFE).- A CIA, a agência de inteligência dos Estados Unidos, se comprometeu a não voltar a usar campanhas de vacinação falsas em suas operações de inteligência, como ocorreu há três anos durante as buscas por Osama bin Laden, informou nesta segunda-feira o "Washington Post". A assessora de Segurança Nacional do presidente Barack Obama, Lisa Monaco, fez tal afirmação em uma carta de resposta a outra na qual os decanos de 12 faculdades de saúde pública do país se queixavam do prejuízo que esse tipo de prática representa para toda a comunidade de saúde do país. Além de Monaco, o "Washington Post" cita como fonte a porta-voz do Conselho de Segurança da Casa Branca, Caitlin Hayden. Os decanos escreveram uma carta a Obama em janeiro de 2013 para protestar pela operação na qual a CIA usou o médico paquistanês Shakil Afridi para conseguir amostras de DNA que pudessem confirmar a presença de Bin Laden em Abbottabad através de uma falsa campanha de vacinação contra a pólio no local. Essa controvertida operação fracassou e Afridi foi condenado a 23 anos de prisão por traição. "Encobrir operações de inteligência com serviço público humanitário provocou consequências colaterais que afetaram toda a comunidade da saúde pública", escreveram os decanos em sua carta ao presidente. Segundo o "Washington Post", o governo respondeu aos decanos na última sexta-feira e prometeu que a CIA não repetirá esse tipo de prática. "A agência não fará uso dos programas de vacinação para suas operações, o que inclui os trabalhadores dessas campanhas. Também não buscará obter ou utilizar -para suas operações- as amostras de DNA, ou de outro material genético, que forem recolhidas nesses programas", prometeu o governo em sua carta. EFE cg/rpr

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