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Cidade boliviana anuncia greve em rejeição ao nome de Morales para aeroporto

Internacional|Do R7

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La Paz, 16 mar (EFE).- A cidade boliviana de Oruro iniciará uma greve indefinida na segunda-feira para rejeitar que seu aeroporto seja batizado com o nome do presidente Evo Morales no lugar do atual Juan Mendoza, um herói da aviação nacional, informou neste sábado uma fonte sindical. Além da greve, operários e moradores também se organizarão para bloquear estradas, confirmou à agência Efe o líder da central Operária Departamental (COD) de Oruro, Vladimir Rodríguez. Nas últimas semanas, por conta da rejeição do nome do aeroporto que foi inaugurado por Morales no último mês de fevereiro, a cidade de Oruro registrou greves de 24 e 48 horas e, inclusive, uma de 72 horas que foi concluída hoje. As mobilizações, que são coordenadas pelo Comitê Cívico de Oruro e pela COD, exigem que a Assembleia Legislativa regional, controlada pelo Governo, anule a lei que abriu espaço para essa troca de nome. O líder da COD também confirmou a suspensão da greve de fome que era mantida por 37 pessoas até ontem, apesar de 15 delas decidirem dar continuidade a essa medida, que hoje ganhou o apoio da prefeita de Oruro, Rocío Pimentel, segundo a imprensa local. Os moradores de Oruro reivindicam que seu terminal aéreo leve o nome do piloto Juan Mendoza e Nernuldez, nascido nessa região, que foi o pioneiro da aviação boliviana e realizou a primeira viagem aérea entre La Paz e Buenos Aires. As autoridades regionais e camponeses de militância governista defendem que o aeroporto seja rebatizado com o nome de Morales porque foi construído durante a gestão do líder. A presidente da Câmara dos Deputados, a governista Betty Tejada, lamentou o conflito hoje e insistiu que o líder "em nenhum momento" pediu para o aeroporto ter seu nome. "Mais bem aqui estão humilhando e pisoteando o nome de uma autoridade que teve a vontade de construir um aeroporto para Oruro", afirmou a parlamentar à rádio estatal. Betty acusou grupos políticos opositores de promover esse conflito que, segundo sua opinião, é "um debate absurdo", já que não se trata de nenhuma reivindicação econômica e social. O líder da COD, por sua vez, rejeitou plenamente que se trate de um protesto político e lamentou que o presidente ainda não tivesse se pronunciado sobre o tema, tendo em vista que "o conflito continua crescendo". Segundo o dirigente, o nome do aeroporto já havia sido definido em 1945 e, por isso, acusou às autoridades regionais de fazer essa mudança "da noite para o dia para agradar o presidente" e "sem consultar o povo". EFE gb/fk

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