Cientistas sugerem alimentação ‘quase vegana’ para minimizar aquecimento global
Relatório aponta que um terço das emissões de gases de efeito estufa é gerado pelos sistemas alimentares
Internacional|Do R7
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A Comissão EAT-Lancet, projeto de iniciativas sobre nutrição da The Lancet, reuniu mais de 70 pesquisadores renomados para analisar como os hábitos alimentares estão aumentando as mudanças climáticas. O relatório divulgado na sexta-feira (3) aponta que quase um terço das emissões de gases de efeito estufa é gerado pelos sistemas alimentares.
A maior parte das emissões vem da produção de alimentos de origem animal, incluindo o metano do gado, o desmatamento de florestas e o uso de energia fóssil na fabricação de fertilizantes.
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Pela primeira vez, os cientistas conseguiram medir o impacto da alimentação nos limites que mantêm o planeta saudável. O estudo mostra que a forma como os alimentos são produzidos e consumidos é a principal responsável por cinco dos seis limites já ultrapassados.
Além disso, a produção de comida gera excesso de nitrogênio e fósforo, que prejudicam o solo e a água, e ainda depende de produtos químicos, como plásticos e pesticidas. Isso indica que também é necessário mudar a forma como as comidas são cultivadas, processadas e embaladas.
O relatório reforça o consumo excessivo e pouco saudável de milhões de pessoas. Para os pesquisadores, as escolhas individuais e políticas públicas precisam caminhar juntas. Por isso, é necessário promover o acesso a dietas nutritivas, ambiente seguro e salários dignos, para que todos possam participar de sistemas alimentares sustentáveis.
Alimentação ideal
Os cientistas sugerem uma dieta “quase vegana”, com pequenas quantidades de laticínios, aves e peixes. A alimentação seria baseada principalmente em frutas, verduras, grãos, leguminosas e nozes. A ideia é reduzir o consumo de carne vermelha e alimentos processados. Segundo os especialistas, essa mudança poderia evitar até 15 milhões de mortes prematuras por ano e cortar pela metade as emissões ligadas à comida.
O relatório também calcula que o custo para implantar esse padrão alimentar seria de até US$ 500 bilhões por ano (cerca de R$ 2,65 trilhões na cotação atual). A longo prazo, isso economizaria trilhões em saúde pública e na preservação do meio ambiente.
“Os investimentos existentes podem ser redirecionados realinhando os incentivos com as metas, como a transferência do apoio financeiro para comunidades produtoras que adotam práticas sustentáveis de intensificação ecológica ou a transição para a produção de grupos de alimentos subconsumidos, e a eliminação do apoio a práticas poluentes ou a alimentos cuja superprodução prejudica a saúde”, explicaram os autores.
Perguntas e Respostas
Qual é o foco do relatório da Comissão EAT-Lancet?
A Comissão EAT-Lancet, composta por mais de 70 pesquisadores, analisou como os hábitos alimentares contribuem para as mudanças climáticas. O relatório aponta que quase um terço das emissões de gases de efeito estufa provém dos sistemas alimentares.
De onde vêm as principais emissões de gases de efeito estufa relacionadas à alimentação?
A maior parte das emissões está ligada à produção de alimentos de origem animal, incluindo o metano gerado pelo gado, o desmatamento de florestas e o uso de energia fóssil na fabricação de fertilizantes.
Quais limites ambientais foram ultrapassados devido à alimentação?
Os cientistas mediram o impacto da alimentação e descobriram que a produção e o consumo de alimentos são responsáveis por cinco dos seis limites ambientais já ultrapassados, como a mudança climática e o desequilíbrio dos oceanos.
Quais são os problemas associados à produção de alimentos?
A produção de alimentos gera excesso de nutrientes, como nitrogênio e fósforo, que prejudicam o solo e a água. Além disso, depende de produtos químicos, como plásticos e pesticidas, indicando a necessidade de mudar a forma como os alimentos são cultivados, processados e embalados.
O que o relatório sugere em relação à dieta?
Os cientistas sugerem uma dieta "quase vegana", que inclui pequenas quantidades de laticínios, aves e peixes, com ênfase em frutas, verduras, grãos, leguminosas e nozes. A proposta é reduzir significativamente o consumo de carne vermelha e alimentos processados.
Quais seriam os benefícios de adotar essa nova dieta?
Essa mudança na alimentação poderia evitar até 15 milhões de mortes prematuras por ano e reduzir pela metade as emissões relacionadas à comida.
Qual é o custo estimado para implementar esse padrão alimentar?
O custo para implementar esse padrão alimentar é estimado em até US$ 500 bilhões por ano (aproximadamente R$ 2,65 trilhões). A longo prazo, isso poderia gerar economias significativas em saúde pública e na preservação do meio ambiente.
Como os investimentos podem ser redirecionados segundo os autores do relatório?
Os autores sugerem que os investimentos existentes podem ser redirecionados para alinhar incentivos com metas sustentáveis, como apoiar comunidades que adotam práticas ecológicas e eliminar o apoio a práticas poluentes ou à superprodução de alimentos prejudiciais à saúde.
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