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Civil é morto por morteiro perto da embaixada russa na Síria

Comissão da ONU criticou hoje uso de armas químicas no conflito armado que já matou mais de 80 mil

Internacional|Do R7

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Um civil foi morto nesta terça-feira (4) pela queda de morteiros perto da embaixada russa, localizada no bairro de Mazraa, no centro de Damasco, informou o Observatório Sírio dos Direitos Humanos (OSDH).

"Cinco morteiros foram disparados nos bairros (vizinhos) de Adaoui Mazraa, em Damasco, perto da embaixada da Rússia, matando um civil e ferindo um membro das forças de segurança", indicou ONG.


Esta é a primeira vez que morteiros atingem locais tão próximos a chancelaria russa na capital síria, que tem sido alvo de bombardeios e ataques com foguetes por parte dos rebeldes.

Moscou, aliado do presidente Bashar al Assad, fornece armas ao regime e se opõe a qualquer intervenção estrangeira no conflito, que causou, segundo o OSDH, mais de 94 mil mortes em dois anos.


Damasco recusa acusações de uso de armas químicas

Damasco acusou nesta terça-feira (4) a comissão de investigação da ONU sobre a Síria de "não ser neutra" e de faltar com a verdade em seu último relatório, que fala de "fundamentos razoáveis" do uso de armas químicas no país e assinala que a maioria das alegações acusam o regime de Bashar al Assad.


"A integrante da comissão Carla del Ponte fez uma declaração corajosa ao afirmar que os grupos rebeldes tinham usado gás sarin. Algumas horas mais tarde, no entanto, houve intensas pressões ao presidente da comissão e este negou a veracidade das conclusões de sua colega", disse o embaixador sírio perante a ONU em Genebra, Fayssal Al-Hamwi.

"Diante disso, Como o mundo pode confiar na neutralidade e no profissionalismo da comissão? A Síria não confia no trabalho da comissão", reforçou Al-Hamwi durante a apresentação do quinto relatório da comissão perante o Conselho de Direitos Humanos da ONU.


O texto especifica que "existem fundamentos razoáveis para acreditar que foram usados agentes químicos como armas" na Síria, mas especifica que "os agentes precisos, os sistemas de distribuição e os autores não puderam ser identificados".

Dito isso, o relatório deixa claro que, apesar de que houve "alegações" do uso de armas químicas pelas duas partes em conflito, "a maioria" delas aponta como autores as forças governamentais, e "não há evidência" de que os grupos rebeldes disponham delas e as tenham utilizado.

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